Novos Mares – Lisboa

Em Junho de 2014, fiz uma viagem de 28 dias para a Europa, e vou começar a contar sobre ela agora. Então vai ser assim, eu vou falar sobre o velho mundo e o Fabiano vai contar sobre as nossas (e só dele) viagens pelo Brasil. Ou seja, a cada postagem vocês viajarão para um lugar diferente no mundo!!!

Visitei 5 países, o primeiro deles foi Portugal. Fui para lá apresentar um trabalho em um Colóquio de Sociologia da Educação, e portanto tive passagens e diárias pagas. Como era inicio da copa do mundo e ia juntar com as férias, aproveitei! Paguei um pouquinho a mais para mudar a data da volta e economizei nas diárias para ajudar.

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Os pontos vermelhos são as cidade que visitei.

 

Porto –  Lisboa

Cheguei pelo Porto, onde seria o Colóquio, e fui direito para a estação de trem pegar o comboio (que é o trem) para Lisboa. O Porto tem uma boa rede de metrô, com uma estação no subsolo do aeroporto, e outra na estação de trem. DICA #1: veja passagens, hospedagens e tudo o mais antecipadamente, sempre fica mais barato. Por exemplo a passagem do comboio saiu pela metade do preço.

Em Lisboa fiquei na casa de uma amiga. DICA #2: ficar na casa de amigos e parentes, além de ser uma economia, tem a vantagem da pessoa poder te levar para lugares e dar dicas de quem mora na cidade.

A viagem de trem entre Porto e Lisboa é muito bonita. O tempo de viagem varia entre 2 horas e meia e 3 horas, pois depende do tipo de trem e da estação de Lisboa em que se vai descer (há 4 estações em Lisboa).

No primeiro dia chegamos já no final da tarde, exaustas (eu fui com uma amiga que também ia apresentar no Colóquio) das 12 horas de avião (meu voo tinha escala em Madrid) mais as 2h40 de trem. Mas pegamos várias dicas e informações necessárias.

 

Segundo dia

No segundo dia o plano era pegar um ônibus de turismo (pegamos a linha Olisipo Tour) que nos levaria para conhecer a parte baixa da cidade e a região que beira o Rio Tejo.

Pegamos o ônibus na Praça Marquês de Pombal e fizemos nossa primeira parada na Rua do Comércio.

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Arco Triunfal da Rua Augusta e estátua de D. José I na Praça do comércio (ou Terreiro do Paço). A Rua Augusta é cheia de lojas de luxo. Lá também fica o Museu de Moda e Designe.

Em seguida, pegamos o ônibus na Praça da Figueira, onde é o ponto final dele, e fomos para o Oceanário.

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Prédio enfeitado em frente ao ponto do yellow bus da Praça da Figueira.

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Um dos corredores do complexo ministerial que cerca a Praça do Comércio. Atualmente é também um complexo gastronômico.

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Cais ao final da Praça do Comércio. Ao fundo a Ponte 25 de Abril. No final da ponte, à esquerda, o santuário de Cristo Rei.

O Oceanário de Lisboa é o maior da Europa e  o segundo maior do mundo. Ele é dividido em 4 partes, que representam cada um dos oceanos do mundo. Preciso dizer que passamos a maior parte do dia lá dentro?

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Alguns bichinhos do Oceanário

Na saída do Oceanário passeamos pela orla no Tejo  – não sei se pode falar assim para rio – local chamado de Parque das Nações. O portugueses fizeram muitas reformas nesta região para a expo 98, em uma tentativa de incentivar o comércio e o turismo. No entanto, boa parte das lojas estão fechadas. Mas tem um píer bem legal lá com restaurantes e bares, um teleférico e um prédio em formato de navio, que achamos de gosto duvidoso, mas não deixa de ser interessante.

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Vários ângulos do Jardim das Águas. Ao lado do Oceanário.

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Parque das Nações. Passeio Neptuno. Vista do teleférico e da torre Vasco da Gama.

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Prédio em forma de navio. O que acham?

Neste dia ia ter um jogo do Brasil, então na volta encontramos a Praça  Marquês de Pombal lotada de brasileiros porque o jogo ia passar num telão (acho que era um Fifa Fan Fest). Não ficamos por lá, fomos ver o jogo em casa. Foi só um comentário, não tenho nenhuma foto desse evento!

Depois do jogo fomos a um bar na cidade alta, bairro boêmio de Lisboa. Minha amiga queria mostrar esse bar que é uma loucura!! O bar Pavilhão Chinês é gigantesco, cheio de salinhas diferentes, com ares do início do século passado. Não bastando isso, o bar é lotado de cristaleiras lotadas de miniaturas. Infelizmente minhas fotos ficaram tremidas, não sei se foi a luz ou as habilidades da fotografa, mas se procurarem no Google vão ver melhor!

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Uma das salinhas do Pavilhão Chinês.

Na praça da cidade alta, temos uma vista incrível da cidade baixa e do castelo de São Jorge. E uma coisa que me impressionou muito foi saber que aquela parte da cidade havia sido completamente destruída por um terremoto que gerou um maremoto e em seguida uma série de incêndios que destruiu por completo toda a região baixa da cidade em 1755. Marquês de Pombal foi totalmente reconstruída pelo Marquês de Pombal, e hoje é uma região cheia de prédio lindos e históricos.

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Vistas, de lugares de diferente e em horários diferentes, da parte baixa e do Castelo de São Jorge e arredores.

O dia foi longo e o seguinte também seria.

Decidimos voltar para a cidade baixa, ainda tinha muita coisa para ver! Mas antes iríamos no Castelo de São Jorge. Para subir para o castelo tem que pegar um bonde, que eles só chamam de elétrico.  A graça da coisa toda é que a subida é feita em ruas estreitas, e volta e meias um bonde quebra e para tudo. Aconteceu com o que estava na nossa frente, já estávamos pertinho e continuamos o caminho a pé.

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Trânsito de Lisboa.

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Parte de dentro do elétrico cheia de turistas indo para o Castelo de São Jorge.

No caminho para o Castelo, assim como na cidade baixa, têm um zilhão de lojinhas de souvenir. Bom, em todos os museus e atrações turísticas também. Tem uma loja linda e incrível de souvenirs e tudo é bem barato. Também tem vários vendedores ambulantes, geralmente vindos da África. Até ganhei uma pulseirinha para “não me esquecer da visita a Lisboa e de Angola (ou Moçambique, apesar de eu achar que era Senegal – minha memória não me permite lembrar de onde o moço era)” de um vendedor poliglota que já tinha morado no Brasil.

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A cidade estava toda decorada para o São João, que é uma festa bem típica em Portugal. Mas também tinha decoração para a Copa do Mundo.

O Castelo foi construído pelos mouros e suas muralhas ainda estão de pé. Em umas das torres tem a coisa mais legal e simples do mundo: um periscópio. Invenção de Da Vinci que usa espelhos e lentes para projetar imagens! Enquanto o guia explica a história da cidade, vai movendo o periscópio e vemos toda a cidade em torno do Castelo em tempo real – carros passando, pessoas andando.

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Vistas do Castelo de São Jorge. As pequenas são das muralhas. E na grande, a cidade vista pela janela de uma das torres.

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Pavão majestoso, rei do Castelo.

Depois do Castelo descemos, fomos ver as lojinhas típicas e acabamos na frente da Casa do Bicos, onde funciona a Fundação José Saramago. Para nossa surpresa, era aniversário de falecimento dele, e portanto a entrada era de graça!!

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Loja de sardinha enlatada. Uma arte!!

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Frente da Casa dos Bicos, que tem esse nome justamente por causa desses biquinhos da fachada.

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Escadaria da Fundação José Saramago.

Para finalizar o dia, fomos para Belém. O único lugar do mundo onde se pode comer um pastel de Belém. Para a ajudar a não cometerem gafe: o pastel de Belém é um pastel de nata, qualquer pastel de nata que você comer fora de Belém se chamará pastel de nata, mas em Belém se chamará pastel de Belém.

Só para explicar, Belém é um bairro de Lisboa.

Pegamos um comboio em Cais de Sodré, que deu um problema no meio do caminho e foi para a garagem com a gente dentro. Daí pegamos um autocarro, ônibus para os brasileiros, que deixou a gente na frente do Mosteiro dos Jerônimos.

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Pequena parte do Mosteiro dos Jerônimos.

Há muito anos atrás fui a Portugal com minha mãe. Fiquei pouco tempo em Portugal e os únicos lugares que revisitei de Lisboa foram em Belém, e de um jeito diferente. Todas as outras coisas foram novidade para mim.

Da primeira vez que fui visitei o Mosteiro, é gigante! Não curto muito igrejas medievais. E lembro que me perdi lá dentro e não foi nada legal. Como já faz muito tempo, eu tinha 14 anos, a minha grande lembrança do Mosteiro, é do guarda bonitinho que vi lá.

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Torre de Belém

Nessa visita também só tiramos fotos do lado de fora do Monumento aos Descobrimentos, da outra vez, subi com minha mãe. A vista do alto é linda, e tem um áudio que conta a história das navegações. Vale a pena!

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Monumento ao Descobrimento em partes.

Fora esse lugares históricos, tem outros museus bem bacanas por ali. Não entramos porque estavam fechados.

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Museu Berardo, ao lado da Praça do Império.

Antes de ir embora, tivemos que ir na Fábrica dos Pastéis de Belém, comer o único e verdadeiro pastel de Belém!

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Na Fábrica dos pastéis de Belém. Agradecimentos especiais pra Carol e pra Su!!

No dia seguinte partimos cedo para o Porto!

Lisboa é uma cidade incrível. Que tem uma linda mistura entre o antigo e o moderno.

Desculpem algumas fotos tremidas!


DICAS DE VIAGEM:

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