Teresópolis é logo ali.

Após sobreviver ao ataque do Belzebu fantasiado de inocente velhinho, chegamos à Rodoviária nova de Petrópolis, almoçamos e fomos com tranquilidade até Teresópolis, passando pela Serra dos Órgãos, que tem vistas lindas, Itaipava, com curiosidades para ver, churrascarias, fazendas, bom comércio e até uma cervejaria, também! O pessoal da região parece levar a sério o assunto.

São duas as empresas de ônibus que fazem o percurso. Viação Teresópolis e Única Fácil. Os preços quase não variam de uma para outra e os horários são com intervalos de uma a duas horas.

O Dedo de Deus, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos. Descobri depois que há uma trilha de 3 dias pela serra ligando Petrópolis a Teresópolis. Já está na lista de próximas viagens.

O Dedo de Deus, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos. Descobri depois que há uma trilha de 3 dias pela serra ligando Petrópolis a Teresópolis. Já está na lista de próximas viagens.

Fomos nós subindo a Serra dos Órgãos, indo em direção a alhures de morros e árvores. A cena pode parecer monótona para quem não está habituado a ver, mas quem gosta de viajar aprecia a rocha enorme que beira o barranco, a árvore seca solitária no meio da clareira, a grama nova verde-clara e brilhante, a estrada limpa e lisa, sem buracos ou rachaduras, as fábricas de empresas ora muito novas, ora bem antigas, e as tantas casinhas que desafiam existir onde parece, ninguém mais há para fazer companhia. Viagem curta. No total são 54,5km, no total de 50 minutos sem trânsito seguindo pela Rodovia Juscelino Kubitschek e também a BR 495.

Veja no Google Maps – o mapa do percurso: http://goo.gl/FPID4V

A parte cenográfica da Vila St. Gallen, remetendo às origens medievais dos proprietários da empresa.

A parte cenográfica da Vila St. Gallen, remetendo às origens medievais dos proprietários da empresa.

Chegando a Teresópolis, as casas vão se avolumando, as vendas de beira de estrada acompanham o movimento, sítios e mansões enormes se aproximam. O colonial de Petrópolis dá lugar à falta de personalidade da arquitetura atual. E Teresópolis é uma cidade jovem. Cheia de gente, avenidas movimentadas, muitos bares, restaurantes típicos e pouco comuns à maioria das cidades brasileiras, como comida marroquina, tailandesa e coreana. Muito além de pizza e sushi.

Saindo da rodoviária, que não é pequena, fomos para a Av. Lúcio Meira, que pouco depois se torna a Av. Alberto Torres. O curioso é que no caminho dá pra ver o Dedo de Deus de uma ponta a outra destas avenidas. Vez ou outra a serra desaparece numa curva, mas logo depois, lá está de novo, a formação rochosa que lembra a mão humana, com apenas o dedo indicador erguido, apontando os céus como quem avisa do porvir.

Em toda parte, pudemos ver comércio, movimento, prefeitura agindo, com comunicação de obras, prédios públicos para várias atividades e o que mais as pessoas dizem por lá é que a cidade é o lar da Seleção Brasileira. A Granja Comary está em Teresópolis. E a cidade e seus cidadãos querem que o Brasil todo saiba disso.

A St. Gallen Kapelle. De traços de origem Cristã Ortodoxa.

A St. Gallen Kapelle. De traços de origem Cristã Ortodoxa.

Dois quarteirões após descer do ônibus, estávamos na Rua Augusto do Amaral Peixoto, 166. Endereço de uma velha conhecida, a Cerveja Therezópolis, que tive o prazer de conhecer em São Paulo, na adolescência, e por uma dessas coisas da vida, fiquei anos com saudades, até reencontrá-la em minhas viagens, poucos anos atrás, em Anchieta/ES.

Nossa prova de cervejas estava marcada para 17:30h. Chegamos um pouco mais cedo. É feio atrasar. Fomos conhecer a Vila Saint Gallen, um espaço cenográfico, com lojas e esculturas.

Quem acha que numa cervejaria só se vende cerveja, estivemos em duas só neste final de semana que provam o contrário. A Cervejaria Bohêmia em Petrópolis é uma homenagem ao paladar e a Cervejaria Therezópolis oferece, além de cervejas saborosas, chocolates finos, sorvetes e cafés. E claro, os petiscos que acompanham as cervejas, servidos no boteco muito bem aclimatado. Gente, amei esta cidade!

O Bufão, senhor das festas da idade média. Um símbolo pagão.

O Bufão, senhor das festas da idade média. Um símbolo pagão.

Veja no Google Maps o mapa da cidade: http://goo.gl/wMMGJM

Sujeito simpático e de riso fácil.

Sujeito simpático e de riso fácil.

 

A Estrela de Davi decorada com símbolos que falam do trabalho na lavoura, colheita, tratamento e nobreza do produto.

A Estrela de Davi decorada com símbolos que falam do trabalho na lavoura, colheita, tratamento e nobreza do produto.

Participamos da prova de cervejas. Sem miséria. Recebemos um copinho de plástico duro e transparente e uma tábua de queijos. A anfitriã servia a cerveja auxiliada por uma ajudante. Parecia pouco, mas era só pedir mais que o copinho se enchia instantaneamente. Sete sabores selecionados e harmonizados com queijos diferentes para que o visitante soubesse caso a caso de como combinar cerveja e queijo, enquanto nossa anfitriã contava como cada cerveja era feita, como os avanços tecnológicos ajudam a produzir uma cerveja sem desperdício, quais os ingredientes usados, qual queijo casa bem com cada sabor de cerveja. E você pensando que cerveja só casava com  amendoim e deixava o queijo para o vinho, não é? É. Eu também.

Cada queijo de uma variedade diferente.

Cada queijo de uma variedade diferente.

Descobrimos as mais doces, as mais amargas, as mais fortes, as mais escuras, as mais vermelhas e as mais brancas. E umas outras tantas entre elas.

Sim, já provei todas!

Sim, já provei todas!

Claro, não dá pra falar detalhadamente de tudo que vimos e experimentamos, mas dá pra contar que a experiência, apesar de corrida, foi perfeita. Para recordar sempre. Um final de semana de lua de mel. E mesmo a Karina, que não é amiga de cerveja, amou a maioria do que experimentou ali. Ela sabe apreciar o que é bom e raro.

A linha de produção com que todo peão de fábrica sonha!

A linha de produção com que todo peão de fábrica sonha!

As Premium dentre as premium. Mas você pode dar chocolate e sorvete para quem não sabe apreciar.

As Premium dentre as premium. Mas você pode dar chocolate e sorvete para quem não sabe apreciar.

De Teresópolis mesmo, tivemos rápidas vistas, mas de Therezópolis, ahh, como apreciamos!!

A volta foi noturna. Saímos 22:30h de Teresópolis, com vontade de ficar mais.

O caminho mostrava o Dedo de Deus coberto da suave escuridão, um pouco de trânsito para sair da cidade. Descobrimos muitos deixam a cidade durante a noite para irem ao Rio de Janeiro ver a agitação da cidade grande. O que mais havia no ônibus eram os grupos de adolescentes querendo ir para a Lapa. Uma paisagem aqui e ali iluminava minha vontade fazer o percurso todo de novo, sem pressa, de noite e de dia. Do alto da serra, pude ver o vale e suas luzes e as distantes águas que banham o Rio de Janeiro.

Mapa da cidade na Rodoviária de Teresópolis.

Mapa da cidade na Rodoviária de Teresópolis.

 


Dicas de viagem:

  • A Vila Saint Gallen – Não oferece só cervejas. Também tem canecas, café, chocolate, sorvete. Visite as lojas com tempo. Vá jantar no restaurante, com pratos e petiscos combinando com as  cervejas premium. Site mapeado. http://www.vilastgallen.com.br/
  • Vá de ônibus. Beba sem culpa.
  • Há um castelo na cidade, para eventos, casamentos. Se tiver tempo, visite.
  • Gosta de Futebol? A Granja Comary está pertinho.
  • Saindo do Rio de Janeiro, vá para a Rodoviária Novo Rio.
  • Dos pratos e petiscos no restaurante da Vila St. Gallen, a Karina recomendou o Bolinho de Cevada. Especialidade da casa, em porção generosa, casa bem com azeite, vai bem puro e harmoniza com vários sabores de cerveja.

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