Dois dias em Paris

Minha pequena grande viagem à cidade luz.

Pensei em muitas possibilidades para escrever uma postagem sobre Paris: falar com amigos que moraram lá, que estão lá no momento ou que já foram muitas vezes. Mas resolvi contar sobre a minha visita sem perguntar nada a ninguém, e contar para vocês minha viagem feita com pouco tempo e pouco dinheiro, mas muita força de vontade.

Mapa

Mapa

Quando saí do Brasil para minha viagem de 28 dias, pensei em ir conhecer Paris. Cheguei a pegar algumas dicas com uma amiga que morava lá, mas acabei não vendo nada (o que possivelmente me fez gastar mais, pois perdi promoções de passagem de trem). Só quando cheguei à Suíça é que vi que me sobraram alguns trocados e alguns dias, então fui!

O Sena e a Torre Eiffel... tão Paris!

O Sena e a Torre Eiffel… tão Paris!

Em algum momento peguei um roteiro com uma amiga que ia alguns dia antes (com mais tempo e mais planejamento) e fiz meu próprio roteiro. Bastante ousado para apenas dois dias.

Eu iria chegar no final da tarde de uma segunda-feira e voltaria para Suíça na quinta a tarde. Quarta-feira seria dedicada a Versailles, que vai ficar para o próximo post. Ou seja, tecnicamente, eu teria umas 48 horas para visitar Paris.

Primeiras 12 horas

Cheguei na Gare de Lyon e já fui para a Bastilha. De lá ia pegar o Metrô até meu hostel em Montmartre (fiz umas pesquisas antes de viajar e já sabia mais ou menos como fazer).

Monumento na Praça da Bastilha

Monumento na Praça da Bastilha

No hostel, depois de me instalar pedi um mapa e descobri que eu estava bem perto da Sacre Coeur.  Fui lá comer e conhecer.

Algum ângulo da Sacre Coeur.

Algum ângulo da Sacre Coeur.

A região é super turística, lotada de lojinhas de lembrancinhas e de restaurantes. Comi um crepe, nem gostei. Prefiro os daqui do Brasil. Tirei umas fotos, dei uma volta para reconhecer os arredores do hostel e fui dormir.  A intenção era acordar bem cedo para colocar meu roteiro em ação!

Vista do quarto do hostel

Vista do quarto do hostel

Segundo dia

Croissant no café da manhã! Tão francês! Apesar de ser verão, conheci uma Paris fria e chuvosa. Peguei o Metrô de volta para a Bastilha (tava chovendo no dia anterior, não consegui fazer muita coisa). Segui para a Place des Vosges, onde fica a casa do Victor Hugo.

Aqui morou o famoso escritor Victo Hugo

Aqui morou o famoso escritor Victo Hugo

A praça é cercada por um conjunto de prédios lindos! Lá tem um café, onde fui comprar uma garrafa de água, que custava 4 euros (pasmem!!), a atendente ficou tão chocada com o preço da água (ela era nova) que me deu um café de graça. Os franceses são simpáticos!

A praça é completamente cercada por aqueles prédios iguaizinhos lá de trás.

A praça é completamente cercada por aqueles prédios iguaizinhos lá de trás.

Seguindo em direção ao Centro Pompidou, encontrei o Museu Carnavalet. Era de graça, então entrei. Amei! Conta a história de Paris, com uma coleção enorme de peças de arte.

Entrada do Museu Carnavalet

Entrada do Museu Carnavalet

Do centro Pompidou (que estava fechado) desci no sentido do rio Sena, perto do Teatro do Châtelet. Ai fui até o Louvre, que não entrei porque a fila era grande e o valor era alto.

O centro Pompidou

O centro Pompidou

Você pode não reconhecê-lo sem as pirâmides de vidro, mas este é o Louvre.

Você pode não reconhecê-lo sem as pirâmides de vidro, mas este é o Louvre.

No Jardim de Tuileries peguei uma tempestade.  E fiquei escondidinha embaixo das árvores junto com dezenas de outros turistas. Ele é lindo mesmo debaixo de chuva!

Olha a chuva chegando

Olha a chuva chegando

Passada a chuva, cheguei na praça da Concórdia. E aí foi só seguir a imensa e chique Champs Élyseés (onde comprei uma baguete pro almoço, nenhum glamour) até o Arco do Triunfo, onde tinha uma fila gigantesca para entrar… passei direto!

Arco do Triunfo, acho que é a parte de trás dele.

Arco do Triunfo, acho que é a parte de trás dele.

Peguei a Avenida Kleber, até o Jardim do Trocadeiro. Fique à vontade para tirar fotos com a Torre Eiffel. Para subir a Torre Eiffel se gasta uma grana e um tempo, eu não tinha nenhum dos dois, então fui para o Champ de Mars, outro ótimo lugar para tirar fotos com a torre.

O carrossel é quase tão famoso quanto da Torre Eiffel

O carrossel é quase tão famoso quanto da Torre Eiffel

Meu roteiro continuava pela Avenida de Tourville, onde tem o túmulo de Napoleão e o museu da Armada (nesse eu até pensei em entrar, acho que era barato, mas já estava fechando). O museu Rodin (estava fechado já) fica ali do lado, no Boulevard dos Inválidos (que é muito mais chique em francês: invalides).

Museu da Armada (Musée de l'Armée)

Museu da Armada (Musée de l’Armée)

Pela esplanada dos inválidos atravessei a ponte Alexandre III, e já chegando na Champs Élysées vi que tinha errado meu caminho, voltei até a Quai d’Orsay e fui seguindo, seguindo, seguindo… até a Pont Neuf (ou Ponte Nove. Pois é, tem muitas pontes no Sena).

Ponte Alexandre III. Foi legal errar o caminho.

Ponte Alexandre III. Foi legal errar o caminho.

Museu d'Orsay

Museu d’Orsay

Na ilha da cidade (Île de la Cité) tem a Saint Chapelle e a Notre Dame de Paris. E muitos turistas!

Missão impossível: uma foto da Notre Dame sem turistas na frente!

Missão impossível: uma foto da Notre Dame sem turistas na frente!

Detalhes do exterior da Notre Dame

Detalhes do exterior da Notre Dame

Na rua Saint-Jacques passei pela Sorbonne. A rua Soufflot era meu destino, de um lado o Panteão e do outro o Jardim de Luxemburgo (onde peguei outra chuvarada). Por fim, já quase morrendo, peguei o Metrô no Boulevard du Montparnasse.

Jardim de Luxemburgo um pouco antes da chuva

Jardim de Luxemburgo um pouco antes da chuva

Pra terminar a noite bem, tomei banho e fui comer num restaurante perto do hostel. Os atendentes super simpáticos, o hambúrguer estava ótimo… mas já estava 5 X 0 para a Alemanha e eu ainda nem tinha terminado de comer. Usei todo o meu francês pra ninguém desconfiar que eu era brasileira. Acabou o primeiro tempo, desisti do jogo e fui dormir!

Últimas 12 horas

Meu último dia em Paris foi chuvoso como todos os outros. Eu exausta e sem dinheiro, fiz check out e tentei ir no Museu de Montmartre. Era caro pra entrar, comprei um cartão postal! Então andei até o Moulin Rouge, que fica relativamente perto do hostel. Começou a chover, fui para a estação de trem.

O Moulin Rouge. Eu juro que esperava mais do que isso...

O Moulin Rouge. Eu juro que esperava mais do que isso…

Eu não tinha reparado como a Gare de Lyon era enorme! Muita gente, muitas lojas. Comprei um par de sapatos made in Brazil (já com o cartão de crédito. Apelei mesmo, mas estava com 60 % de desconto!).

Foi corrido, mas valeu a pena!

Clique nas fotos abaixo para aumentar.


Dicas de viagem:

Duas preciosas dicas para quando você for à Paris:

  1. Tenha bastante dinheiro. Paris é uma cidade cara.
  2. Treine um pouco de francês. Não achei ninguém antipático (não mais do que o normal) mas tem pessoas em postos de informação, tipo os do Metrô, que só falam francês.

Sobre museus: Paris tem muitos, nem sei quantos. Para quem tem mais tempo pode valer a pena comprar um passe.

Sobre transporte também é bom procurar, pois há bilhetes diferentes e algumas pegadinhas. Existem vários tipos de bilhete e tudo depende de quanto tempo você vai ficar e para onde você vai.

  • Uma dica que aprendi lendo na internet é de jogar o bilhete fora somente depois que sair da estação. E sério, eles multam se te pegarem sem o bilhete!
  • Se tiver dúvida sobre qual comprar, pergunte nos guichês de informação. A parte boa é que você pode comprar o bilhete no próprio guichê de informação, então, não vai ter risco de esquecer as indicações. E mais uma vez, é sério, se você for pego com o bilhete errado, eles te multam!
  • Você tem um horário limitado para fazer suas baldeações e terminar sua viagem, que varia entre 2h e 1h dependendo do seu bilhete e do seu percurso. Se você for pego dentro de uma estação depois desse período, eles vão te multar!
  • A rede de Metrô de Paris é infinitamente maior do que qualquer uma no Brasil, mas a dinâmica é exatamente a mesma! Então é só olhar o mapa com atenção (e você consegue um no Metrô ou no seu hotel). Quando fui para Versailles, a moça da informação me deu um mapa com o roteiro que eu devia fazer.
  • Para não ter erro, dois blogs com informações úteis
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