De Kandinsky ao Valongo

Há duas semanas fiz o circuito cultural Rio Ônibus no cento do Rio de Janeiro. No CCBB, no Museu de Arte do Rio (MAR) e no Instituto Pretos Novos. Visitei exposições muito bacanas e vou contar um pouco pra vocês.

O Circuito cultural aconteceu em dois domingos de Março, e proporcionou entrada e transporte gratuitos para qualquer pessoa que quisesse visitar as instituições culturais. Essa edição aconteceu no centro do Rio de Janeiro, e contou com a participação de 7 instituições. Como minhas amigas são lerdas, e como algumas exposições eram realmente muito boas, não conseguimos fazer o circuito todo. =/

Começamos pelo Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), onde estava a exposição do Kandinsky, e onde teria uma apresentação da Orquestra Popular TUHU, formada por jovens super talentosos de comunidades do Rio de Janeiro.

Orquestra Popular Tuhu, antes de começar a apresentação. Só aquecendo.

Orquestra Popular Tuhu, antes de começar a apresentação. Só aquecendo.

Kandinsky

A exposição do Kandinsky ficou no CCBB do Rio até o dia 30 de Março. E a partir do dia 15 de Abril, ela estará no CCBB de Belo Horizonte.

Dava pra ver alguma coisa no pano, mas eu não tinha os óculos especiais.

Dava pra ver alguma coisa no pano, mas eu não tinha os óculos especiais.

Fazemos uma caminhada pelos artistas e temas que inspiraram as obras do pintor russo. Como as expedições à Mongólia, que inspirou o desenvolvimento da temática espiritual nas pinturas e poemas de Kandinsky. Pinturas e fotografias de artistas que representam movimentos artísticos que também influenciaram Kandinsky fazem parte da exposição.

Lógico que as obras de Kandinsky também estão lá, das mais famosas às mais experimentais.

Das famosas, cheia de detalhes que remetem á culturas guerreiras.

Das famosas, cheia de detalhes que remetem a culturas guerreiras.

Instituto Pretos Novos (IPN)

Subida da Pedra do Sal.  Berço do samba literalmente.

Subida da Pedra do Sal. Berço do samba literalmente.

O Instituto Pretos Novos era um lugar que eu não conhecia. Ouvi falar dele pela primeira vez alguns dias antes. Ele é uma instituição mais ou menos nova (foi inaugurado em 2011), mas sem dúvida merecia muito mais atenção, divulgação e espaço do que o que tem.

O IPN fica nessa rua, a Pedro Ernesto.

O IPN fica nessa rua, a Pedro Ernesto.

O Instituto Pretos Novos não é um museu, é um memorial. E fica numa casa muito pequena para o tamanho da sua importância. Ali, naquele lugar, fica o que era o maior cemitério de escravos da América Latina.  E conta uma história triste de pessoas que, destituídas de qualquer humanidade, foram descartadas como lixo porque chegaram mortas ou moribundas depois do insalubre e torturante percurso da África até o Brasil.

Nomes dos escravos "enterrados" no cemitério dos Pretos Novos.

Nomes dos escravos “enterrados” no cemitério dos Pretos Novos.

O curioso desse lugar é que fica em uma casa onde moravam pessoas até 1996, e só foi descoberto que existia um cemitério embaixo da casa (e de todas as casas da rua), porque o casal morador estava fazendo uma reforma nas estruturas da residência. Um lugar tão importante para a memória do Brasil, ficou escondido durante mais de um século.

Museu de Arte do Rio (MAR)

Fachada auto explicativa.

Fachada auto explicativa.

Favela e arte

Favela e arte

Seguimos para o Museu de Arte do Rio, onde continuamos nossa viagem reflexiva sobre a história dos negros no Brasil. A belíssima exposição “Do Valongo à favela: imaginário e periferia” conta a trajetória dos negros que chegaram pelo Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, como escravos e de seus descendentes não mais escravizados, mas ainda marginalizados nas favelas. A exposição fica no MAR até 10 de Maio de 2015.

Quase não tirei foto da exposição. Vá lá, veja e reflita!

Quase não tirei foto da exposição. Vá lá, veja e reflita!

Vimos mais duas outras exposições no MAR: o “Museu do homem do Nordeste“, que não está mais em cartaz, e “Guignard e o Oriente: entre o Rio e Minas” com obras do artista Alberto Guignard, fluminense de nascença e mineiro de coração. Nós,  aqui do Bússola Quebrada, visitamos a casa dele, que hoje é centro cultural em Ouro Preto. A exposição termina nesse domingo, dia 19 de Abril.

Museu do Homem do Nordeste

Museu do Homem do Nordeste

Cadê o horizonte?

Cadê o horizonte?

Tinha outras exposições, o MAR é enorme! Mas nós já estávamos exaustas e famintas. Quando for no MAR, vá com tempo e disposição!

Vista da cobertura do MAR

Vista da cobertura do MAR


 

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