Versailles, meu dia no Palácio!

Entre o sonho e a realidade, na chuva, no labirinto, no salão dos espelhos, na fila quilométrica, com Maria Antonieta e centenas de turistas… Versailles é toda magia da monarquia francesa.

Acho que eu queria conhecer Versailles mais do que Paris. Vi o preço da entrada e, principalmente, que dava pra chegar lá de trem. Acordei em uma manha chuvosa, na disposição. Na estação de Metrô, fui na moça das informações pra perguntar como chegar e que bilhete eu deveria comprar. Ela não quis falar inglês comigo, mas me explicou tudo bem direitinho, me deu um mapinha da rede de Metrô, apontando as estações de interesse e com o roteiro de ida e de volta anotadinhos. Ah, ela também me vendou dos bilhetes pra ir e voltar.

Mapa até Versailles

Mapa até Versailles

Agora vou ensinar vocês como chegar a Versailles como eu. Você tem que comprar um bilhete de RER, que é o trem parisiense. O valor dele é mais alto do que o do Metrô porque você vai sair do centro de Paris. Pegue a linha C, sentido Versailles – Rive Gauche (Château Versailles), ele vai te deixar na frente de onde vendem as entradas para o Palácio, que fica a alguns metros da entrada principal.

Mapa dos trens ou RER de Paris e arredores.

Mapa dos trens ou RER de Paris e arredores.

Uma dica: na dúvida siga sempre a corrente e as placas. Do Metrô para o RER, tive que sair da estação, atravesar a rua e então entrar em outra estação. Isso a moça da informação não me contou.

O trem que peguei na ida era uma graça. Do lado de fora era normal, mas dentro, fingia ser um trem antigo, pra já entrar no clima do túnel do tempo. Infelizmente ele também estava lotado. Fui de pé por boa parte do caminho.

Não dava para entrar por esse portão.

Não dava para entrar por esse portão.

Maria Antonieta

Logo que fui para a fila do ingresso, um moço que trabalhava na bilheteria, estava oferecendo uma entrada plano B, ao invés de entrar pela entrada principal, pagaríamos mais 5 euros para entrar por trás e fugir da fila gigante. Bom, é mais ou menos assim mesmo. Só que para entrar no Palácio, você vai pegar fila de qualquer jeito… Não tem como fugir. Mas eu bem acho que valeu a pena fazer esse caminho inverso.

Placas pra cá, placas pra lá!

Placas pra cá, placas pra lá!

Comecei pelo domínio da Maria Antonieta. Do estacionamento até a entrada, dá pra ir de bicicleta, de carrinho, e andando. Eu fui andando.

Pavilhão francês

Pavilhão francês

Eu sou caçadora de pontos de interesse, e só na parte do domínio da Rainha, tem 22. Fui seguindo o mapa (que você ganha junto com a entrada), peguei o meu em português, mas as placas são todas em francês, passei por várias estátuas, chafarizes, jardins. Maria Antonieta pode ter sido a rainha mais famosa que morou em Versailles, mas nem tudo no domínio da rainha foi feito para ela. Boa parte dos edifícios foram construídos por monarcas anteriores, para as amantes do rei ou para familiares reais. Todo o domínio foi presente de Luis XVI pra sua rainha, mas apenas a Vila da Rainha (e algumas modificações nos jardins) são desse período.

Clique nas fotos para ampliar:

Templo do Amor (e o moço que queria sair nas minhas fotos de qualquer jeito)

Templo do Amor (e o moço que queria sair nas minhas fotos de qualquer jeito)

Queria ficar lá o dia inteiro, mas tem que tomar cuidado com a hora, porque o Palácio fecha. Então outra dica: chegue o mais cedo possível, entre assim que abrir. O dia é curto pra tanta coisa que tem para ver.

O Palácio de Versailles

Lá longe!

Lá longe!

O jardim do Palácio é imenso. Ele é dividido em vários bosques, cada qual com um formato, uma escultura, chafariz, lago… Mas infelizmente por causa da chuva e do tempo corrido, não pude ver. Então, se você tiver mais tempo do que eu, pegue o passaporte de dois dias, visite tudo com calma e de preferência, em um dia sem chuva!

Grande canal, visto do topo das escadas da foto anterior. E no detalhe, A Bacia de Apolo

Grande canal, visto do topo das escadas da foto anterior. E no detalhe, A Bacia de Apolo

Menos longe.

Menos longe.

Não lembro que horas eram, mas devia ser umas 15h. Eu tava morrendo de fome. Lá tem um monte de lugares para comer, então, esperei chegar mais perto do Palácio. Como eu tinha pouco dinheiro, pedi uma baguete, também com a intenção de ir comendo na fila. Ai o que acontece? Fila gigante + chuva + eu de guarda-chuva + eu tentando comer a baguete mais dura do mundo + eu segurando uma garrafinha de chocolate gelado = pelo menos vale a pena depois que você entra!

Capela Real, dentro do Palácio. As fotos parecem tortas juntas, mas separadas estão retas.

Capela Real, dentro do Palácio. As fotos parecem tortas juntas, mas separadas estão retas.

Depois dessa primeira fila para passar pelos portões do Palácio, tem outra para pegar um áudio-guia. Eu dispensei essa fila, então não sei se precisa pagar e não posso garantir que tenha em português (se tiver, é no de Portugal).

Muitas escadas. E o Napoleão.

Muitas escadas. E o Napoleão.

E lá dentro, bom, é um Palácio gigante. Infinitamente mais pomposo do que eu imaginei. E mesmo me acotovelando com dezenas de turistas em todos os lugares, não tem como não ficar pensando em como devia ser viver ali. Como devia ser na época que as pessoas moravam ali.

Galeria dos espelhos. O corte tá estranho, mas é pra mostrar os datalhes do teto!

Galeria dos espelhos. O corte tá estranho, mas é pra mostrar os detalhes do teto!

Quarto da rainha. A maior cama que vi no Palácio todo.

Quarto da rainha. A maior cama que vi no Palácio todo.

Galeria das Batalhas

Galeria das Batalhas

O Palácio, obra iniciada durante o reinado de Luis XIV, foi ampliado sistematicamente até o fim da monarquia na França, quando reinava Luis XVI. Durante o passeio, na sala das maquetes (ou perto, não lembro bem), tem uma vídeo que mostra cada modificação feita, desde Luis XIV até Napoleão I (sim, o pequeno megalomaníaco teve seus dias de rei em Versailles).

Átrio de mármore

Átrio de mármore

Souvenires

Dentro de Versailles tem uma loja oficial de produtos. Uma não, tem várias, mas que são a mesma, espalhadas desde o domíno da rainha até a entrada do Palácio – é que eu fiz o caminho inverso, lembra? Tem um monte de coisinhas lindas, mas achei o preço bem salgado. Então, só comprei uma latinha com o sabonetinho cheiroso pra mim.

Minha lembrança cheirosa

Minha lembrança cheirosa

Mas do lado de fora do Palácio de Versailles, voltando para a estação de trem, tem um monte de lojinhas! Comprei um monte de coisas lá, tudo bem mais barato do que em Paris e até com mais variedade.

Eu combinando com Versailles.

Eu combinando com Versailles.

Na volta, a rede de Metrô e trem teve problemas (acontece na França também), fiquei mais de uma hora para conseguir sair da estação com destino a Paris. Quando já estava saindo do Metrô perto do hostel, não é que tinham uns fiscais pedindo os bilhetes e só esperando um furo para multar as pessoas?! Eu tinha guardado meu bilhete (lógico! Sempre guarde até sair do Metrô), mas ele já tinha passado do horário por causa dos problemas. Juntei todo o meu francês para explicar o que tinha acontecido, a moça já estava pegando o papel da multa – momento de terror – e o outro fiscal confirmou minha história e ela só falou “então pode ir”. E aqui, uma dica que já dei no post de Paris: aprenda frases básicas em francês, eles não gostam muito de falar inglês.


Dicas de viagem:

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