Núcleo Santana

Cavernas de belezas assombrosas que ficaram por séculos escondidas dos olhares humanos. Venha com a gente descobrir o fascínio e o medo nas entranhas da Terra! Conheça o Núcleo Santana, conjunto turístico de cavernas no PETAR.
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Colunas da Caverna Santana. Isso é só uma amostra do que você vai ver aqui.

No post passado falei sobre Iporanga, cidade cheia de mistérios e coisas para fazer. E é bem dentro deste município que fica o Núcleo Santana, apenas uma das atrações do PETAR (Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira).

Para chegar é até bem fácil. A principal avenida de saída da cidade conduz para um bairro mais distante chamado Serra. No começo o visitante estranha. Parece estar indo para outro município, mas ainda é Iporanga.

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Vá sem pressa. Cuidado na estrada.

O Núcleo Santana está bem sinalizado e o visitante verá placas apontando o caminho, mais comércio e mais pousadas. O trecho é curto, pouco mais de 10 minutos de carro. Mas cuidado, a estrada é estreita, lá passam carros, caminhões, tratores e ônibus. Atenção no volante!

Ao chegar ao Núcleo Santana, o visitante será acolhido por um belo Mirante e poderá ver a imensidão da região. Tudo isso é Mata Atlântica preservada.

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Mirante na entrada do Núcleo Santana. Meu grupo com o guia. Para visitar as cavernas do parque, só com acompanhamento de guia. Cada guia leva até 8 pessoas. Este se chama Tiço e é um sujeito fantástico. Excelente guia e muito atento.

E ainda nem começamos. Vamos ver o que mais há no Núcleo Santana.

Principais atrações:
  • Caverna de Santana;
  • Caverna do Morro Preto;
  • Caverna do Couto;
  • Caverna da Água Suja;
  • Caverna do Cafezal;
  • Cachoeira das Andorinhas;
  • Cachoeira do Betarizinho ou Beija Flor;
  • Cachoeira do Couto;
  • Trilha do Betari;
  • Piscina Natural do Betari;
  • Mirante da Santana;
  • Centro de Interação Ambiental.
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Saída da Caverna Couto. Veja a Floresta à sua frente! É Mata Atlântica preservada.

Infraestrutura Turística:
  • Sanitários;
  • Quiosque dos guias e controle;
  • Portaria;
  • Estacionamento;
  • Centro de Interação Ambiental, com auditórios e sanitários.

E a beleza do lugar faz bem aos olhos, os pulmões e à alma!

O Núcleo Santana é cortado pelo Rio Betari. Lembra que falei dele no post anterior? Logo mais vou contar ainda mais histórias sobre este rio. Mas agora, vamos conhecer um pouco sobre as Cavernas do Núcleo Santana!

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Sinalização bem feita no Núcleo Santana.

Cavernas do Núcleo Santana:

As principais cavernas do Núcleo Santana recebem mais visitantes principalmente pela facilidade de acesso. As trilhas, apesar de alguma elevação, os trechos são mais fáceis para a maioria dos turistas, que não está preparada para longas caminhadas ou grau de dificuldade de um excursionista mais experiente. Sem essa de pegar pesado, o povo quer descansar, se divertir, levar idosos e crianças pequenas.  Para quem quer sofrer, há trilhas mais pesadas fora do Núcleo Santana e mesmo dentro, mas tem que estar com roupa mais apropriada, calçados melhores, e o visitante que quiser seguir por estes caminhos só conseguirá visitar uma única caverna em um dia, devido à distância e dificuldade.

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Salão Principal da Caverna Morro Preto

Cavernas mais visitadas do Núcleo Santana:
  • Caverna de Santana;
  • Caverna do Morro Preto;
  • Caverna do Couto;
  • Caverna da Água Suja;
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Alguns colegas de viagem na saída da Caverna do Couto

Caverna Morro Preto

A Caverna Morro Preto foi habitada por uma comunidade inteira de homens pré-históricos, sendo um sítio arqueológico de 15 mil anos.

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Placa na entrada da Caverna Morro Preto, no Núcleo Santana. Espere para ver o que há lá dentro!

Parte da caverna é liberada para o público, mas devido ao risco, a maior parte dela está fechada.

O visitante ficará de boca aberta com a imensidão do salão principal, logo na entrada, as formações rochosas, o tamanho de estalactites e colunas, além de ver o local onde comunidades de nativos viveram a milhares de anos. Pergunte ao guia, eles adoram contar histórias.

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A Pedra do Rei Leão – Calma, é segura.

Pedra do Rei Leão. Rocha que está presa a uma das paredes da Caverna Morro Preto se estendendo par ao abismo.

Caverna Santana:

A maior de todas.

Oficialmente, são 5.040 metros de caverna, tanto que é considerada a segunda mais extensa caverna turística do estado de São Paulo, perdendo apenas para a Caverna do Diabo. Mas apenas 800 metros dela estão liberados para turistas.

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Passarela de bambu e madeira dentro da Caverna Santana.

O nome vem em homenagem à mãe de Maria, ou seja, Santa Ana era avó de Jesus. E há inclusive um “Jesus” dentro da caverna Santana. Claro, uma formação rochosa que assume formas que as pessoas comparam com algo conhecido. Nada de sobrenatural.

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Espeleotemas da Caverna Santana. Vá ver essas maravilhas de perto!

Dentro da caverna Santana Há várias formações rochosas, chamadas  espeleotemas, batizadas seguindo a mesma ideia de semelhança, como “Cabeça de Macaco”, “Bacon”, “Cavalo”, “Asa de Anjo”, “Bolo de Noiva” e por aí vai.

Dentro da Caverna Santana passa o Rio do Roncador.  A maioria das intervenções, pontes, passarelas, é para que os visitantes possam andar tranquilamente dentro da caverna.

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Espeleotema em forma de animal. Uns chamam cavalo, outros, camelo.

Caverna Água Suja

Outro caso em que apenas parte da caverna está liberada para visitantes. O grau de dificuldade aumenta e o perigo também. O visitante poderá entrar na água gelada da caverna, que é bem limpa a maior parte do tempo, mas há dentro dela uma barulhenta cachoeira, que produz um ruído de trovões. E o som vai ficando cada vez mais alto, e o vento dentro da caverna, cada vez mais frio e intenso. Os calafrios virão, queira você ou não.

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O vento frio, a água gelada e o som da cachoeira interna da Caverna Água Suja fazem desta caverna uma aventura para quem não se espanta com facilidade.

O vento na caverna é das várias pequenas entradas que a Água Suja tem, sua velocidade é potencializada pelas quedas d’água.

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Entrada da Caverna Água Suja. Só há uma entrada. É uma caverna perigosa em caso de enchente. Não há outra saída. Por isso e por outros perigos, parte dela é proibida.

Caverna do Couto

Talvez a mais fácil de todas. É uma caverna com duas saídas. Entre por uma, vá até o fim e volte por ela, ou você terá de dar a volta na montanha, o que vai te custar horas de difícil caminhada pelo meio da mata fechada.

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Saída da Caverna do Couto. Você acha que está perto, mas ainda vai demorar.

A Caverna do Couto é bem fácil de seguir. Há o rio, com água gelada, as pedras soltas, as partes mais complicadas aqui e ali, mas é quase um túnel atravessando a rocha da serra. Na metade da caverna o visitante começa a ver a luz da saída. Uma imensa rachadura diagonal que faz qualquer ser humano se sentir minúsculo. Nesta, nem adianta, você vai se molhar. Se sua intenção é ficar seco e limpinho, se estiver com crianças ou idosos, prefira as cavernas mais centrais do Núcleo Santana.

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Finalmente, a saída da Caverna do Couto

Cachoeiras

No total são 8 cachoeiras dentro da área do município de Iporanga. As mais visitadas ficam dentro do Núcleo Santana.

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Cachoeira do Couto, no Núcleo Santana.

  • Cachoeira Andorinhas;
  • Cachoeira Beija Flor;
  • Cachoeira do Couto – A mais frequentada. Está dentro do Núcleo, bem ao lado da Caverna do Couto.

E finalmente, a antiga sede do Núcleo Santana, quando já estávamos saindo.

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Sede antiga do Núcleo Santana e sede nova, mais ao fundo da imagem.

Olhando assim, o rio Betari parece calmo e inofensivo, mas esta sede à margem do rio foi abandonada após uma cheia. Olhe mais atentamente e no fundo da imagem você verá que há uma nova sede, mais distante do rio, subindo um pouco o morro.

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Rio Betari, dentro do Núcleo Santana, PETAR, em Iporanga.


Dicas de Viagem:

Como chegar:

  • Siga pela Estrada do Betari para o bairro Serra, são 17Km no sentido de Apiaí. O trajeto mistura asfalto com terra. Fique atento na estrada, é estreita, tem lama e poeira.

Taxas e preços

  • Há duas taxas para entrar no Núcleo Santana:
    Para entrar com carros – R$ 6,00;
    Por pessoa – R$ 12,00 – Estudantes e professores pagam meia-entrada, mas têm que comprovar que estão estudando ou que são professores.
    Crianças menores de 12 anos e idosos acima de 60 anos são isentos.
  • Os visitantes têm que contratar um guia. Os valores variam, mas começam em R$ 80,00/dia.
    Fique atento, os guias cobram mais caro nos finais de semana e feriados.
  • Cada guia pode levar até 8 pessoas somente.
  • Lanterna vai bem. Ou você terá de comprar ou alugar equipamento com os guias.
  • O ideal é ir de bota de borracha, daquelas que se usa em fazendas. O piso escorrega, há água no caminho, lama, pedras de todos os tamanhos e quem chuta pedra com o dedinho sabe o quanto dói.
  • Se não tiver botas, alugue ou use um tênis bem resistente e confortável.
  • Os guias fornecem capacete para seus grupos. Sempre de 8 pessoas. Não insista.

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