Fotografia de Viagem

Quando viajamos, vemos um novo mundo. E aprendemos a ver tudo como se fosse a primeira vez. Descobrimos com todos os sentidos aquilo que vimos na TV ou ouvimos contar ou que lemos em algum lugar. Mas estar presente para sentir e saborear um mundo novo, isso é o que nos faz viajar.

nascer do sol Rio de Janeiro a bussola quebrada

Nascer do sol na Praia de Botafogo – Rio de Janeiro.

Sempre tive boa memória.

Digo isso e as pessoas entendem que nunca me esqueço de nada. Calma. tenho boa memória, não um disco rígido com 100% do meu dia filmado em qualidade 4K com tecnologia 3D. Calma que não chego a tudo isso!

Quando falo de boa memória, notei que ao ver uma de minhas fotos, imediatamente todas as cenas antes e depois da imagem me vêm à cabeça. Imediatamente lembro de coisas, conversas, cheiros, detalhes à volta da imagem. Lembro como foi feita a foto, lembro da história da foto. E claro, é muito comum que eu faça isso em várias outras situações, ainda que não haja uma imagem para ajudar a lembrança. Basta às vezes um empurrãozinho, uma frase para ajudar a lembrar, um detalhe, uma palavra.

zangao flor amarela a bussola quebrada

O zangão procurando mel nas flores de cacto e ajudando na polinização.

Mas notei que com poucas exceções, as pessoas que veem uma foto fazem o mesmo que eu. Basta uma rápida imagem, o tempo congelado de uma fração de segundos para que a pessoa, ao ver uma foto, lembre de toda a história, e conte, com riqueza de detalhes, tudo que aconteceu antes e depois de feita aquela imagem.

Viajamos, vamos pela primeira vez em algum lugar, e essa carga afetiva é guardada com nossas fotos.

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O canal de Petrópolis. Ao fundo, o obelisco da praça.

O lugar é novo? Isso aguça nossos sentimentos. Precisamos viajar para voltar a sentir o sol, para notar novamente que o pôr do sol é colorido de laranja, amarelo, vermelho, branco, rosa e azul em vários tons. Precisamos viajar para sentir de novo o gosto da infância, misturado ao pão com ovo e Yakult, combinado àquela sensação de areia nos pés e cheiro de plantas.

Viajamos para ver algo novo, ainda que seja algo muito velho, que vimos em fotos em preto e branco, ou amareladas, como a charrete com o cheiro estranho de cavalo, nem sempre agradável, mas sempre acompanhado daquela sensação de ver um bicho tão grande.

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Cavalos e palácios. Viajar e ver de perto como outras pessoas vivem e ganhar um pouco de sua cultura.

Se somos de uma pequena vila, com casinhas de telhado, viajamos para ver se é verdade que existem os infinitos arranha-céus das grandes cidades. Se moramos na cidade grande, saímos para ter certeza de que ainda existe cheiro de mato, rio, pasto verde, mar salgado e casinhas pequenas com seus telhados.

E ficamos atentos a tudo. Parece que enxergamos de novo, Parece que voltamos a viver. E olhamos curiosos para as coisas à nossa volta, amamos tudo que vemos. E vivemos mais. E mais intensamente, e mais colorido. E com mais vontade. E fotografamos os bons momentos, os momentos engraçados, os momentos curiosos, as paisagens bonitas. E voltamos para casa com a sensação de que estamos vivos. De que reaprendemos a viver. De que crescemos. E até enxergamos melhor nosso mundinho de sempre por um tempo. Enxergamos as cores que há muito não víamos, enxergamos coisas que estavam lá mas não notávamos mais. Perguntamos para nosso par se aquilo que está ali sempre esteve, ou está há muito tempo, porque não havíamos notado. E damos importância nova ao de sempre.

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Barcos a vela, motor e remo na Praia de Botafogo – Rio de Janeiro.

Esse olhar para tudo intensamente faz nossa alma crescer, nossa visão ampliar, nosso entendimento apurar. Tanto que passamos a dar mais importância ao que vemos. E registramos isso em novas imagens. Fotografamos. E depois, felizes, emocionado com o que vimos e sentimos, guardamos tudo nesse espaço pequeno de papel e tinta que chamamos de foto, limitado pela lógica e pelas leis da física a apenas 10cm x 15cm na maioria das vezes, mas que contém um universo inteiro dentro de si, em algum lugar infinito entre as linhas da imagem impressa. Um universo cheio de cores, sons de risadas, sol na pele e vento no rosto.

Amamos viajar. E viajamos para viver mais. E como somos apegados, guardamos nossas viagens em fotos. E como somos generosos, presenteamos a todos com histórias contidas nas fotografias e dividimos com quem gostamos, as nossas alegrias.

Vá viver, vá viajar!

Fotografe e conte para nós!

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Viajar mexe com nossos sentidos. Olhamos o mundo que conhecemos de um jeito totalmente novo.


Dicas de Viagem:

Quer saber mais sobre Petrópolis? Veja o post de nossa visita clicando aqui:

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