Jardim Botânico do Rio de Janeiro

E Horto Florestal do Rio de Janeiro

Uma escultura decorativa que remete ao quadro de Henry Matisse

Alguns dos “Visitantes Ilustres” Jardim Botânico. Vá lá fazer parte deste seleto grupo!

Chegamos ao Rio de Janeiro e vamos mostrar tudo que vimos em uma semana na Cidade Maravilhosa. Nossa viagem juntos começa com as flores, plantas e árvores do Jardim Botânico do Rio de janeiro e pelo Horto Florestal. Vem viajar com a gente!

Casa do Visitante. Quando visitamos, havia uma exposição sobre a Região Amazônica. O local também oferece cursos e sempre há eventos.

Casa do Visitante. Quando visitamos, havia uma exposição sobre a Região Amazônica. O local também oferece cursos e sempre há eventos.

Chegar na rodoviária de São Paulo é até bem fácil. O Metrô te deixa na porta. Passamos a noite juntinhos, só que o clima não era de romance. Tente dormir bem numa poltrona de ônibus convencional seguindo pelos sacolejos da Dutra.

O dia amanhece. Chegamos. A Rodoviária do Rio de Janeiro foi ampliada, modernizada. Agora só falta ter Metrô na porta.

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Uma escultura decorativa que remete ao quadro de Henry Matisse.

Trabalho a fazer, obrigações, reuniões, aulas. Mas assim que tivemos uma folga, corremos para visitar o Jardim Botânico do Rio de Janeiro. E como está ali do lado, hoje falamos também sobre o Horto Florestal.

A região é a privilegiada Zona Sul do Rio de Janeiro. No entorno do Jardim Botânico, atrações como o Jóquei Clube, a Lagoa Rodrigo de Freitas, o Parque Laje, o Planetário e o Instituto Moreira Sales do Rio de Janeiro. Acompanhe o blog porque vamos ver todos estes lugares.

Café e restaurante do Jardim Botânico. Neste grupo de prédios está também o Teatro e atelier de restauração.

Café e restaurante do Jardim Botânico. Neste grupo de prédios está também o Teatro e atelier de restauração.

Em uma outra postagem, falamos sobre o Jardim Botânico de São Paulo. Temos obrigação de falar agora do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Entramos por uma rua lateral, vigiada dia e noite por seguranças do Jardim Botânico. O  detalhe é que esta rua é parte do parque e ao mesmo tempo é uma rua comum, com várias casas. Imagine que privilégio morar numa rua cheia de árvores, uma vila, cercada por um dos parques mais famosos do Rio de Janeiro.

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As Palmeiras Imperiais, do tempo do Imperador Dom Pedro I.

Em nossa visita, pudemos ver o tamanho das famosas palmeiras plantadas por ordem do Imperador Dom Pedro I, enfileiradas ladeando as alamedas que cruzam o Jardim Botânico. Uma indo por norte-sul e a outra por leste-oeste, cruzando-se no chafariz que já enfeitou as fotos de casamento de milhares de casais.

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O Chafariz é o centro do Jardim Botânico. Ou mais ou menos no centro.

As atrações no Jardim Botânico não são poucas. Vai bem reservar o dia para conhecer. O bom disso é que há logo na entrada um café e restaurante.  E quem não quer fazer uma refeição com uma vista tão bonita?

O Centro dos Visitantes é uma das edificações mais antigas do Rio de Janeiro. Sua construção é de 1576 e era a sede de uma fazenda de engenho de cana. Está com uma exposição sobre expedições feitas à Amazônia e o visitante poderá conhecer mais sobre as espécies nativas, história do Jardim Botânico e das espécies de plantas do parque. Bem ao lado fica o Espaço Tom Jobim, que faz parte do Corredor Cultural do Jardim Botânico, com a Casa do Acervo, que tem o acervo completo e multimídia da obra de Tom Jobim. O local também é usado para shows e exposições.

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A cabana do pescador – parte da arte decorativa do Jardim Botânico.

Dentro do Jardim Botânico está abrigado o Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro e seu trabalho é saber como criar as plantas, catalogar, preservar a história e as espécies e difundir este conhecimento. Então, além de ser bonito de se ver e fazer muito bem à saúde do visitante, o Jardim Botânico também é local de cultura.

Outra atração é o Museu do Meio Ambiente, que pode ser visto por quem passa pela rua  Jardim Botânico. Um enorme prédio branco que vez ou outra é uma das entradas do parque.

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Relógio de  Sol Equatorial – Uma das muitas atrações que prendem a atenção do visitante e embeleza o Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Dentro do Jardim Botânico o visitante vai encontrar o paisagismo, muito valorizado pelas monarquias da Europa, orquidário, que é uma estufa para orquídeas, bromeliário, uma estufa para bromélias, ninfeias, que são plantas exóticas ao Brasil e a nossa famosa Vitória-Régia.

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As folhas gigantes da vitória-régia. Olhando bem, dá pra ver que é uma planta aquática submersa e apenas as folhas ficam fora da água.

O cenário é completo com lagos, córregos e quedas d’água. Afinal, nenhum jardim está completo sem água corrente.

Uma das primeiras áreas que visitamos, logo após a entrada foi o Jardim Sensorial. Plantas e flores de diferentes perfumes, hortaliças de cheio e especiarias do oriente em um pequeno labirinto.

cactos do horto florestal

Cactos de todos os tipos, inclusive estes espirais. Alguém já tinha visto assim?

Em seguida, o cactuário, para os cactos grandes, pequenos, redondos, longos, curtos, compridos, tortos e até os cactos que fazem contorcionismo. É a área reservada a plantas de climas áridos, que são suculentas, ou seja, armazenam água.

O visitante pode ver isso de perto ou subir até o mirante e ter uma visão mais completa de cima.

E por falar em mirante, há um outro mais para dentro do parque chamado de Mirante da Imprensa. Nem imagino o motivo do nome.

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O Mirante da Imprensa. Só não vimos explicação do nome em lugar nenhum.

Continuando nosso passeio, descobrimos a casa da Pólvora. Uma moenda muito, muito antiga, do começo da colonização do Brasil, que fabricava pólvora. Pudemos ver os equipamentos, utensílios da época, maquetes e parte das grandes mós encontradas no local. É um sítio arqueológico que já tem mais de quatrocentos anos.

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A Karina me explicou que este pórtico era do Liceu de Artes, que foi todo transportado para o Jardim Botânico e remontado como decoração.

E as atrações do Jardim Botânico estão inclusive nos pequenos detalhes, como as peças de arte espalhadas pelo local, o Relógio de Sol, as estátuas que decoram o parque, o cuidado com a preservação da arquitetura antiga. É uma viagem no tempo e o visitante sairá da cidade grande para pular para lugares diferentes o tempo todo. Num momento, a aridez dos cactos do deserto, no outro, as enormes palmeiras vindas do oriente e depois, plantas da mata amazônica.

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O parquinho para as crianças. Leve seus filhos aqui e ele vão dormir bem depois de um dia inteiro correndo.

E quem levar as crianças terá muito espaço para deixá-las correr e até brincar no parquinho mais ao fundo do Jardim Botânico, onde começa o Horto Florestal.

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Entrada do parquinho. As crianças vão se sentir reis aqui.

Horto Florestal

Para falar do Horto Florestal, precisamos deixar claro que o bairro leva este nome por causa da reserva ao redor. E além da mata, houve um tempo em que o Liceu de Artes funcionava dentro do Horto Florestal.

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As casas do Horto Florestal. Lindas e centenárias.

Saímos do Jardim Botânico já anoitecendo. Mas ainda deu tempo de ver a arquitetura das antigas casas do bairro Horto Florestal.

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O Horto Florestal está ao redor do Jardim Botânico.

A região do Horto Florestal está passando por um processo de modernização. Como lá é muito bonito, não falta quem queira comprar as casas com os moradores antigos para transformar em comércio. Outra tendência que parece ser irreversível.

Visite o Jardim Botânico num dia de sol, sem pressa, e perca-se um pouco por lá. Você voltará bem mais leve do que entrou.

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Notei um movimento de preservação das casas. E vi moradores que já estão lá há muitos, muitos anos.

 


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