Niterói

Antes da nossa viagem ao Sul do Brasil, fomos visitar Niterói. Cidade vizinha ao Rio de Janeiro, separada pela Baía da Guanabara. Injustamente ofuscada pela capital, Niterói é uma cidade cheia de encantos e histórias que merecem ser (re)conhecidos.

Tem que diga que a melhor vista de Niterói é o Rio de Janeiro. Tem quem não conhece nada de Niterói. E sem dúvidas, todos esses deveriam tirar um final de semana e ir visitar a segunda cidade do mundo com mais obras de Oscar Niemeyer,  com o maior IDH do estado do Rio de Janeiro e de grande importância histórica e econômica.

Vista do Rio de Janeiro a partir de Niterói

Vista do Rio de Janeiro a partir de Niterói.

Para quem não sabe, Niterói foi capital do Estado do Rio de Janeiro em dois momentos distintos da história, tendo o status de capital por mais de 100 anos – de 1834 a 1894, como capital da província do Rio de Janeiro, e de 1903 a 1975 como capital do estado do Rio de Janeiro . Ou seja, é lógico que tem muita coisa para ver lá!!

Nossa visita

Por pressa e por economia, resolvemos ir de ônibus. Descemos no terminal de urbano, que além de muito organizado quase parece um shopping de tantas lojas que tem, e seguimos para o Caminho Niemeyer, nossa primeira atração.

Entrada do Caminho Niemeyer e o terminal bem do ladinho (é o prédio laranja e a parte triangular em frente).

Entrada do Caminho Niemeyer e o terminal bem do ladinho (é o prédio laranja e a parte triangular em frente).

As obras de Niemeyer ficam bem ao lado do terminal, menos de 5 minutos a pé.  Ali você encontra três prédios prontos e um por fazer – O conjunto de obras de Niemeyer ainda precisa concluir o projeto para uma catedral, que espera doações para sair do papel. Visitamos tudo com uma guia, que explicou todos os detalhes das obras e dos usos dos prédios. Infelizmente não pudemos entrar no Teatro…

O Teatro popular à esquerda e à direita, a Fundação Niemeyer e Memorial Roberto Silveira.

O Teatro popular à esquerda e à direita, a Fundação Niemeyer e Memorial Roberto Silveira.

De lá, pegamos um ônibus no terminal e seguimos para o ponto turístico mais famoso: o MAC – Museu de Arte Contemporânea. A obra de Niemeyer também conhecida como disco voador. O museu está em reforma, mas dá para ir na lojinha, no pátio e no restaurante – onde comemos muito bem e com uma vista maravilhosa!

O MAC na sua pompa!

O MAC na sua pompa!

O Fabiano mal conseguiu sentar para comer de tão empolgado com a vista.

O Fabiano mal conseguiu sentar para comer de tão empolgado com a vista.

Em torno do MAC tem muitas coisa lindas para ver e visitar. A Praia de Icaraí, uma das mais famosas da cidade está de um lado. Do outro, uma ilhota tão pequena em tamanho, mas enorme em beleza e história que faz você pensar que está em outro mundo. Nas pesquisas para o post, descobrimos que ela está aberta para visitação e que ocorrem missas periódicas.

Praia de Icaraí está pertinho do MAC.

Praia de Icaraí está pertinho do MAC.

A ilha da Boa Viagem, que dá nome ao bairro onde fica o MAC. Lá tem a igreja de Nossa Senhora de Boa Viagem e o forte de Boa Viagem que remontam ao século XVII.

A ilha da Boa Viagem, que dá nome ao bairro onde fica o MAC. Lá tem a igreja de Nossa Senhora de Boa Viagem e o forte de Boa Viagem que remontam ao século XVII.

A gente foi meio tarde, fez tudo com muita calma. Então não dava pra ir para muito longe. Resolvemos ir para um bairro do lado de Boa Viagem, bastante carregado de história e arte, o Ingá. Em um pequeno perímetro já dá pra encontrar uns 5 prédios históricos. E nossa primeira parada foi o Museu o Ingá, prédio que já foi a sede do governo do Estado do Rio de Janeiro.

Fachada do museu, ex-sede do governo fluminense.

Fachada do museu, ex-sede do governo fluminense.

Hoje o Museu  Ingá apresenta a história de Niteroí e do estado do Rio de Janeiro com exposição permanente.

Móveis e espaços da época do governo foram preservados.

Móveis e espaços da época do governo foram preservados.

Móveis e espaços da época do governo foram preservados.

Uns cinco minutos dali está o Solar do Jambeiro, uma chácara com belos jardins, estufa e que faz a gente imaginar como seria morar ali. No dia que fomos estavam tendo duas exposições e também teria uma peça de teatro.  A exposição “xilocidade” que foi uma das que a gente viu, fica até o final de Agosto. Indico!

Entrada do Solar do Jambeiro. Só posso imaginar que tenha pés de jambo por lá.

Entrada do Solar do Jambeiro. Só posso imaginar que tenha pés de jambo por lá.

Sala de jantar, no segundo andar. Não tem mais os móveis, mas as pias pra lavar as mãos ainda estão lá para mostrar como o pessoal da casa era higiênico. Eu adorei!

Sala de jantar, no segundo andar. Não tem mais os móveis, mas as pias pra lavar as mãos ainda estão lá para mostrar como o pessoal da casa era higiênico. Eu adorei!

Para continuar o passeio artístico é só atravessar a rua e já entrar no Museu Janete Costa de Arte Popular. Situado em um casarão de estilo neoclássico que teve a fachada toda restaurada, tem o objetivo de divulgar a arte popular o Brasil. Além de abrigar um ateliê para artistas populares.

Fachada restaurada do Museu Janete Costa de Arte Popular.

Fachada restaurada do Museu Janete Costa de Arte Popular.

Por dentro, espaços abertos e versáteis.

Por dentro, espaços abertos e versáteis.

Saindo de lá, fomos procurar o Museu Antônio Parreiras, o último museu do circuito. Infelizmente, o museu dedicado a preservar a memória e as obras de Antônio Parreiras, estava fechado para requalificação. Só ficamos com a fachada.

Museu Antônio Parreiras. Espero que reabra logo!

Museu Antônio Parreiras. Espero que reabra logo!

Já de noite, não sabíamos mais o que fazer. Imaginamos que tudo estaria fechado ou fechando. Seguimos a dica do moço do Solar do Jambeiro, que era mesmo no nosso caminho de volta para o terminal. O prédio dos Correios, um que tínhamos visto bem mais cedo e não sabíamos o que era aquele prédio tão grandioso.

A foto com o celular não faz justiça à grandiosidade do edifício.

A foto com o celular não faz justiça à grandiosidade do edifício.

O Espaço Cultural Correios estava aberto, e estava tendo uma exposição que deixou o Fabiano muito nostálgico.

A exposição Maldita 3.0, em comemoração aos 30 anos da rádio niteroiense, começava com capas de discos e músicas dos anos 1980 no térreo e arte underground em outra sala. Nos andares superiores, uma exposição maravilhosa sobre a rádio 94,9 FM – A Maldita FM – referência para quem queria ouvir rock nos anos 80. entre várias mídias expostas tinha um vídeo bem interessante que contava sobre o início da rádio, mas por causa do horário não deixaram a gente ver até o final. =/

Vários detalhes da exposição. Prato cheio pra quem gosta de rock.

Vários detalhes da exposição. Prato cheio pra quem gosta de rock.

Fabiano interagindo pra ficar mais "maldito".

Fabiano interagindo pra ficar mais “maldito”.

Nossos planos eram de ficar dois dias e conhecer bastante da cidade, mas nem sempre as coisas saem como nos planos e por isso nosso tempo ficou mais curto do que nossa programação ousada precisaria. Já estamos pensando em uma nova visita!

Ponte Rio-Niterói. E dá pra acreditar que só construíram essa ponte em 1974?

Ponte Rio-Niterói. E dá pra acreditar que só construíram essa ponte em 1974?


Dicas de viagem:

Tirando o MAC que não entramos, mas imagino que seja pago, todos os outros são de graça para entrar. Então não tem desculpa!

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