Paranaguá – Outros Cantos

Visitamos o Museu de Arqueologia e Etnografia da UFPR em Paranaguá, a Igreja Matriz e conseguimos finalmente almoçar no Mercado Municipal, com direito a uma das melhores vistas que um almoço pode ter. Está servido?

Este é o post de despedida de Paranaguá. Mas já está na minha lista voltar à cidade com mais tempo. Até agora vimos o Centro Histórico, o Aquário, vimos que a cidade está fazendo aniversário e visitamos a Estação de Trem. Gostou? Acompanhe agora nossa despedida dessa cidade tão cheia de beleza. Começaremos pelo Porto de Paranaguá.

Porto de Paranaguá
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O Iate Clube de Paranaguá.

Sem muito juízo e sem piedade suficiente, arrastei a Karina para andar por Paranaguá. Queria ver o porto. Ela também. E o mapa que tínhamos fazia crer que o local não era longe. Que engano. E minhas desculpas à Karina, que teve que andar tanto. Não que ela reclamasse, mas os joelhos dela doem e vai bem lembrar disso.

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Base da Marinha brasileira em Paranaguá.

Seguimos por várias ruas até chegar ao quartel da Marinha em Paranaguá, passando o Iate Clube e vendo uma rua que acabava no rio Itiberê. E o porto mesmo, parecia ainda estar longe. No mapa era tudo muito perto, mas seria inviável ir a pé ao local. Fiz algumas imagens dos barcos da Marinha e da ponte para a Ilha de Valadares e voltamos ao Centro Histórico.

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Vista do rio Itiberê e lá embaixo, a ponte para a Ilha dos Valadares.

Museu de Arqueologia e Etnografia da UFPR
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Pátio Central do Museu de Arqueologia e Etnografia da UFPR.

Voltando pela Rua XV de Novembro, vimos o Cine-Teatro Municipal de Paranaguá e seguimos vendo pessoas e comércio. Após tantas andanças, resolvermos parar um pouquinho para descansar, numa pequena pracinha no final da Rua XV de Novembro. Foi nessa hora que um morador muito entusiasmado e muito gentil nos recomendou muito, mas muito fortemente que visitássemos o Museu de Arqueologia e Etnografia da UFPR, que estava um quarteirão atrás de nós. Fomos.

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Cine-Teatro Municipal de Paranaguá.

Ao chegar, fomos recebidos pelo segurança do Museu. Um gato preto que parecia montar guarda logo na entrada. Para alguns, sinal de mau agouro. Para mim, uma risada.

O Museu de Arqueologia e Etnografia funciona em um prédio que inicialmente foi colégio e moradia Jesuítas. Com o fim da Companhia de Jesus, o edifício serviu de residência, quartel, alfândega,  Batalhão da Guarda Nacional e depósito de material bélico. Segundo as informações do museu, ele é o única construção em estilo colonial de três andares que existe no Sul do Brasil.

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O segurança do Museu de Arqueologia e Etnografia da UFPR assusta muita gente.

Uma vez dentro do Museu, a exposição sobre os índios que habitavam a região de Paranaguá, seu inédito alfabeto e vocabulário desenvolvidos através de nós e figuras feitas com linhas em amarração. Uma forma de escrita como eu ainda não havia visto. Eles não escreviam em papel, ou no chão, ou em pinturas, mas usavam linhas para traçar desenhos que eram seus ideogramas.

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Cocar em exposição no Museu de Arqueologia e Etnografia da UFPR.

Vídeos e peças, esculturas e representações de índios, seu cotidiano, máquinas usadas em engenhos, muitas fotografias, maquetes e ilustrações. Tem preguiça de museus? Vá neste. Você vai gostar. Especialmente da explicação sobre o Sambaqui, a sepultura indígena do sul do Brasil.

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Isto é a representação de um Sambaqui. Tive a oportunidade de ver dois sambaquis verdadeiros.

O corpo do falecido é sepultado em uma vala preparada com conchas e depois recoberta com mais conchas. Uma espécie de monumento. Pude ver isso em minhas idas às cavernas de Iporanga. Mais de duzentos quilômetros de distância de Paranaguá. E o mesmo costume entre índios.

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Estátua de índia no Museu de Arqueologia e Etnografia da UFPR.

A entrada é gratuita no Museu de Arqueologia e Etnografia de Paranaguá. Eles pedem apenas uma contribuição livre. Claro que deixamos nossa contribuição. Impossível ver tanta coisa legal e não dar o devido valor. Mas se você estiver sem uma notinha de dez no bolso, não se preocupe, ninguém vai te constranger. Vá, veja, aprecie, aprenda.

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Fundos do Museu de Arqueologia e Etnografia da UFPR.

Colado ao Museu de Arqueologia e Etnografia, está o Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá. O Instituto guarda diversos tipos de peças que contam a história de Paranaguá. Se tiver tempo, faça uma dobradinha!

Igreja Matriz de Paranaguá

A Paróquia de Nossa Senhora do Rosário de Paranaguá pode ser vista desde a rodoviária de Paranaguá e é facilmente avistada do Aquário, da ponte para a Ilha dos Valadares e de quase todo o Centro Histórico de Paranaguá.

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No ponto alto de Paranaguá, a Igreja do Rosário.

Aliás, a intenção era esta mesma. Encontrar o ponto mais alto da cidade e mostrar a todos os fieis que, se eles podem ver a igreja, a igreja pode ver a todos o tempo todo. Um bom jeito de mostrar quem é que manda. A tática funcionou bem por muito tempo. Mas agora os fieis querem coisas mais alegres, e as igrejas vêm mudando um pouco o jeitão sisudo para serem mais simpáticas.

A Igreja de Nossa Senhora do Rosário foi construida em 1578, por escravos libertos. Além de ser a primeira Igreja dedicada a Santa, é também a primeira Igreja do Paraná.

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Casarões antigos de Paranaguá no Largo da Matriz.

Na Praça da Matriz, prédios antigos transformados em restaurante, hotel, uma unidade do SESC bem quem frente à igreja, um mercadinho e um boteco, que não pode faltar perto de uma igreja!

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E as casinhas ao redor da Igreja do Rosário. Mercado Municipal de Paranaguá.

Finalmente paramos para almoçar.

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Atual Mercado Municipal de Paranaguá. Lista vista ao lado da ponte que liga Paranaguá à Ilha dos Valadares.

Já estava meio tarde. E claro, que outro lugar melhor para almoçar que no topo do Mercado Municipal de Paranaguá?

No cardápio, comida local. Nos ofereceram o famoso barreado, mas como já estava um pouco tarde, preferimos um restaurante a quilo.

E foi uma boa escolha. Havia camarão em quase tudo. Eu gostei, vai bem com cerveja. A Karina gostou mais. Sempre que pudemos nesta viagem ela comeu camarão. E lembrou bem:

– Tem ideia do preço do camarão no Rio de Janeiro?

E ela tinha toda a razão. Em São Paulo também não é barato.

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Mercado Municipal de Paranaguá – Almoçamos bem no alto.

E tivemos um almoço caprichado, com vinho – Ok, dois copos de um vinho não muito glamoroso mas bom, honesto e gostoso – salgados, verduras, salada, tudo muito bom, apesar do horário e mais camarão e esta vista da Ilha dos Valadares e do rio Itiberê:

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Ilha dos Valadares vista do alto do Mercado Municipal de Paranaguá.

Nossa viagem continua. Fomos a mais cidades. Mas o desejo de voltar a Paranaguá é enorme.

Acompanhe nossa viagem ao Sul do Brasil e veja o que descobrimos. Escreva, pergunte, comente e indique coisas que não comentamos. Vem viajar com a gente!

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Os barcos do rio Itiberê vistos do Mercado Municipal de Paranaguá.

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E a ponte para a Ilha dos Valadares, vista do alto do Mercado Municipal de Paranaguá.

Semana que vem continuamos viajando por outras cidades do Sul do Brasil.

Conhece Paranaguá e sabe de algo que esquecemos? Viajou bastante e tem histórias para contar? Conte para nós e venha viajar com a gente!


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