Antonina

Estamos em Antonina, importante porto do Paraná e cidade dos tempos em que o trem era o meio de transporte mais utilizado para grandes cargas. O Porto e a Ferrovia fazem parte da história da cidade. Chegamos em Antonina e tinha festa!

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Mapa do Centro Histórico de Antonina

A melhor maneira de aproveitar algo em sua plenitude é não criar expectativas. Tudo o que vier será uma surpresa.

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Os casarões do Centro Histórico de Antonina.

Quando a Karina colocou Antonina, no litoral paranaense, em nossa escala de viagem, imaginei que veria uma pequena cidade sem grandes atrativos, que seria uma viagem rápida e que não haveria muito a dizer. Não esperava quase nada. E como foi diferente, surpreendente e gostoso conhecer Antonina, esta cidade tão bonita!

Nossa chegada a Antonina

Nos despedimos de Morretes e seguimos de ônibus para Antonina. Claro que eu adoraria que a viagem fosse de trem. Posso imaginar as paisagens. Pena que o trem turístico saindo de Curitiba vai apenas para Paranaguá e Morretes.  Mas está na lista, está na lista!

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Antonina está num braço de rio que desemboca no mar. Há muito de turismo para se descobrir.

Chegamos tarde a Antonina. Já eram quase quatro da tarde. De lá, correríamos muito para ver a cidade e subir para Curitiba, para passar a noite e no dia seguinte seguir viagem para Santa Catarina.

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A Rodoviária de Antonina.

Seguimos pela cidade e já descendo do ônibus pudemos ver um senhor cantando na rodoviária. Pareceu estranho. Normalmente os cantores estão em barzinhos. Descobrimos logo depois que chegamos a Antonina bem no meio do 25° Festival de Inverno da UFPR em Antonina. Acho que aquele senhor, que devo dizer, cantava muito bem, poderia fazer parte dos festejos.

Algo que me deixou pensando, é que o homem deveria ter muita coragem, porque estava cantando sem instrumentos ou companhia e o povo parecia não se importar. Cantava clássicos da MPB com partitura e apesar da falta de atenção dos presentes, continuava firme em seu trabalho.

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O cantor solitário da Rodoviária de Antonina.

Fomos conhecer Antonina, ainda sem almoço. Precisávamos encontrar um lugar para comer.

Deixamos as mochilas no guarda-volumes da rodoviária e saímos leves por Antonina. A ideia era boa, exceto pela temperatura, que parecia amena quando chegamos mas caiu rapidamente e o efeito de frio era potencializado pelo vento. E quanto mais perto do mar, mais ventava. E mais frio ficava.

Mercado Municipal de Antonina

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O conjunto de prédios que compõem o Mercado Municipal de Antonina.

Parada no Mercado Municipal de Antonina – Quem acompanha A Bússola Quebrada sabe que visitar os mercados de cada cidade já virou tradição nossa. Em Antonina não poderia ser diferente, e achamos um restaurante bem bacana aberto. Só que como era tarde, havia pouco a oferecer. Mas eles tinham pastéis. E havia o pastel de siri, que arrancou suspiros. A Karina preferiu um de queijo. Ainda bem que tem para todo gosto. Como eu queria chegar a Antonina num dia quente e começar um almoço com cerveja gelada e pastéis de siri, sem ter pressa nenhuma!

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Rústico e simples, o Restaurante Cantinho de Antonina.

Para quem quiser saborear o pastel de siri de Antonina, o nome do restaurante é Cantinho de Antonina, no Mercado Municipal.

Havia poucas pessoas nas ruas. Pensei que fosse por causa do frio, da chuva, mas era dia útil, as pessoas deviam estar ocupadas. Aproveitamos para fazer muitas fotos e passeamos pelo Centro Histórico de Antonina.

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Casarões preservados, arquitetura, festas e comidas.

O Trapiche

Fomos pela baía de Antonina até o Trapiche, local de comércio de produtos típicos, lembranças de Antonina, doces, salgados, bebidas, fotos.

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A entrada do Trapiche, feito para receber o turista.

O Trapiche foi feito para receber turistas. Construído como uma espécie de cais, adornado com palmeiras, calçado com cimento em lajotas e cercado para ninguém cair no mar, serve também como mirante, ponto de pescaria e embarque e desembarque de passageiros de embarcações pequenas.

Passeamos um pouquinho por lá. Minha intenção era seguir até onde estavam os pescadores, mas o tempo era pouco. E como o clima não ajudava para uma boa foto, decidimos deixar a vista para uma outra vez.

Voltamos para o Centro de Antonina. Claro que eu fui fazendo algumas fotos da arquitetura, dos prédios antigos, das ruas com casas coloridas.

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Panorâmica da baía de Antonina. Clique para ampliar.

O Porto

Do Trapiche era possível ver o Porto de carga e descarga de Antonina. Tivemos que nos contentar com uma imagem feita a distância das gruas e navios. Ir até lá consumiria muito tempo. E o clima estava ameaçando uma chuva gelada.

Mas deu para ver de longe e ainda foi possível fazer esta bela imagem panorâmica do Centro Histórico de Antonina.

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Porto de Antonina.

Centro Histórico de Antonina

Nosso percurso foi seguindo o som. Como eu disse, havia um festival na cidade. E uma das coisas que vimos foi um coreto na praça cheio de crianças. As professoras enfileiravam a criançada e organizavam brincadeiras e cantorias. Surpreendi a Karina cantando alguma cantiga escolar junto com os guris de Antonina.

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O coreto na Praça Romildo G. Pereira, ao lado da Igreja Matriz de Antonina.

Passamos pelo mesmo lugar horas depois. As crianças já tinham ido pra casa e a noite caía suave sobre árvores e casarões. Um anoitecer tranquilo que só as cidades pequenas são capazes de oferecer. Aquele ar de noite bem-vinda, de dia de trabalho feito.

Estávamos na parte alta da cidade, onde tem os hotéis, a prefeitura, o Teatro Municipal, que em Antonina tem sua placa escrita como Theatro, por causa da época, e devidamente preservado. E a Igreja Matriz. Dessa vamos falar daqui a pouco.

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Os charmosos hotéis de Antonina.

A Estação de Trem de Antonina

Do Centro Histórico, demos uma volta grande, indo parar na Estação de Trem de Antonina. Quando chegamos de ônibus, eu vi por onde passamos. O caminho que o ônibus fez ao entrar em Antonina passava ao lado de linhas de trem. E pela janela eu pude ver a Estação de Trem de Antonina. Eu iria passar lá. E iria arrastar a Karina comigo. E fiz isso mesmo.

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As ruas do Centro Histórico de Antonina são bem aproveitadas para comércio.

A Estação de Antonina estava desativada. Mas o prédio estava em uso. O espaço da estação foi aproveitado para ser espaço de festas populares, tradições regionais, exposições da cultura local, com fantasias, artesanato, animais que pareciam ter saído de um carro alegórico. Pesquisando para escrever este post, descobri que o Carnaval de Antonina é levado muito a sério. Está na agenda!

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Seguindo a linha do trem para chegar à Estação de Antonina.

Fomos seguindo mais pela minha geolocalização do que por mapa. Eu vi a estação de trem. A Karina, não. Eu tinha uma boa ideia de onde a estação estaria porque contei quantos quarteirões levamos para chegar da estação à rodoviária e das curvas que fizemos no caminho. Como demos a volta pela baía de Antonina, calculei uma rota aproximada e apesar dos protestos da Karina, seguimos pela linha do trem até a estação.

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Bomba d’água para abastecer os trens a vapor e a Estação de Trem de Antonina mais à frente.

E lá estava ela! Com um reservatório d’água, vagão e rica em estilo inglês. A Estação de Trem de Antonina começou a ser construída em 1916 e ficou pronta em 1922. Bem conservada e atração para os visitantes.

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A Igreja Matriz de Antonina.

Antonina tem sua igreja construída em local alto. Algo muito tradicional do catolicismo. O ponto mais alto da cidade tem que ser a igreja. E não é diferente com a Igreja da Matriz de Nossa Senhora do Pilar, construída em 1715, bem conservada, ao menos por fora. Como não era dia de missa, não foi possível ver como era dentro.

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Igreja da Matriz de Nossa Senhora do Pilar, construída em 1715.

Do lado de fora, praça, banquinho, jardim, oratório, gruta com imagem. Tudo que o devoto tem direito. Fica ao lado da praça Romildo G. Pereira, onde tem o coreto e ao lado dos hotéis mais bonitos de Antonina. Todos os prédios formam um conjunto arquitetônico e histórico muito bonito.

E claro, fomos ver como é o mirante da Igreja Matriz.

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Mirante da Igreja Matriz, com visão panorâmica da baía de Antonina.

25° Festival de inverno da UFPR em Antonina

Falei em outros posts que estávamos perseguindo as festas regionais. E era verdade. Chegamos bem no meio da 25° Festival de inverno da UFPR em Antonina. E vimos o Theatro Municipal cheio de gente, com uma mesa e cadeiras na entrada, gente com listas organizando algo. Estava acontecendo exposição, haveriam shows, poesia, palestras. Mas tínhamos hora marcada para sair de Antonina. As passagens já estavam compradas.

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O Teatro Municipal de Antonina.

Seguimos mais um pouco e paramos para um chopp. Uma marca que descobri em Antonina. Claro que eu tinha que experimentar.

O local era um prédio público. Não sei bem o que funcionava ali, mas tinha sopas para o frio, chopp para os menos influenciáveis, comidas diversas, bebidas várias.

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Experimentei este. Bem suave. Bom para uma festa ou churrasco.

De frente para onde estávamos, um palco começava a ser montado e a chuva, que ameaçou o dia todo, começava a cair com intenção de pedir desculpas pelo atraso.

Seguimos mais para o Centro e ainda paramos numa padaria, a Maná, que por sinal, era o point da cidade. Muita gente, muitos jovens, muitos turistas e famílias, pessoas que vieram para o Festival, todos lá se escondendo da chuva e do frio.

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Aqui está uma coisa que não se vê muito hoje em dia.

A Karina preferiu um chocolate quente. Mas eu achei que bom mesmo para aquecer depois do chopp seria uma boa cachaça da região. E eles tinham uma cachaça de banana de primeira! Coisa boa!

De Antonina pegamos o ônibus quase 21h e subimos a serra para voltar para Curitiba. De lá, algumas risadas e esquisitices e partiríamos para nossa próxima etapa. Acompanhe e veja o que descobrimos!

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Maná, Panificadora e Delicatessen, na rua Xv de Novembro. Recomendada!

E se você tem boas histórias de viagem sobre os lugares que visitamos, ou aventuras em outros lugares, escreva para nós. Mande suas fotos!!


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