Joinville

Chegamos a Joinville. A maior cidade de Santa Catarina. São mais de 400 mil habitantes dividindo as maravilhas desta cidade linda! Joinville tem história, monumentos, edifícios muito bonitos, ruas limpas e fomos muito bem recebidos. Venha com a gente conhecer Joinville!

E estamos nós na estrada de novo.

Para trás ficou o lindo estado do Paraná. À frente está o estado de Santa Catarina. Que tem fama de ser um lugar lindo, praias disputadas e paraíso para surfistas.

No caminho, uma parada em Guaruva. Não chegamos a ver a cidade, mas descobri na rodoviária um tanque bem cuidado, com carpas e tartarugas. A atração é para tornar a espera pelos ônibus mais agradável. Muito legal isso. É um lugar de passagem, mas pode ser sim um lugar bonito e bem cuidado.

 

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As tartarugas de Guaruva. Muito rápidas em seu meio-ambiente.

 

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Carpas da rodoviária de Guaruva. Nadando sossegadas e enfeitando o lugar.

Nossa chegada em Santa Catarina se deu por Joinville.

A cidade é a mais populosa de todo o estado de Santa Catarina. E tem grande influência da cultura alemã. Pode-se ver isso com facilidade nos nomes das ruas, na arquitetura, nas casas e nos rostos das pessoas.

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Chegamos na rodoviária de Joinville. Algo estava estranho.

A Karina não notou nada. Estava acordando da viagem. Dormiu no ônibus. Ela dorme até em pedalinho. Nunca vou andar com ela de bicicleta. O risco é muito grande.

Mas ao chegar na Rodoviária de Joinville, vi coisas que me chamaram a atenção. Não esperava muito, pra falar a verdade. Nunca estive em Joinville. Mas não imaginava encontrar, numa rodoviária pequena, de um piso térreo e um andar superior, com várias colunas e lugar para uns vinte ônibus, as pessoas que encontrei.

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Mapa de Joinville, para você se achar mais rápido do que nós.

Em cada coluna que dava sustentação ao andar superior, uma família de imigrantes. A mim pareciam bolivianos, vi algumas pessoas que penso, eram haitianos. A cena é chamativa. reclamamos do Brasil mas vi família estrangeiras inteiras abrigadas com seus poucos pertences ao relento, ao lado de colunas de concreto, protegidas por marquises. Fico pensando em como deve estar a situação deles por lá para largarem tudo, a segurança que tinham, carregando as crianças, para ficarem expostas ao tempo. E chovia quando chegamos a Joinville.

Comentei em outros posts, como o de Barra do Turvo, como tenho visto, mais para o Sul do Brasil, a presença de andinos, pessoas de língua espanhola e haitianos, africanos e tantos imigrantes. Por um lado, é bom saber que o Brasil é bem visto no mundo como país acolhedor, mas penso que a situação dessas pessoas em seus países de origem deve ser mesmo muito ruim para se lançarem a uma aventura tão perigosa.

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As crianças imigrantes se juntavam para correr e brincar pelos corredores da rodoviária de Joinville.

O Centro de Joinville

Nosso primeiro desafio foi conseguir uma direção a seguir. Não estávamos longe do Centro, mas por mias que perguntássemos, não conseguíamos uma resposta direta. Se entendi bem, Joinville tem o Centro da cidade, que tem comércio, bares e hotéis e tem o Centro Empresarial.

Perguntamos no guichê da empresa onde compramos as passagens sobre os pontos turísticos. A atendente nos indicou o shopping. Meu sangue ferveu!

Tentamos mais lugares para informações. Não achamos.

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Placa contando a história de Joinville, na Rua das Palmeiras.

Perguntamos sobre o Moinho de Joinville, o Portal de Entrada, um centro turístico, informações turísticas, ônibus para chegar ao centro. Nada.

Era como falar em português numa terra que fala alemão. Eu não entendia o que acontecia. Por que as pessoas tinham tanta dificuldade em entender o que queríamos? Onde era o centro? Onde haviam atrações para os turistas? Que ônibus deveríamos pegar?

Tivemos de ser insistentes.

Descobrimos um ônibus para o terminal de ônibus urbano do centro. Era no mesmo ponto em que paravam os ônibus que iam para os bairros mais afastados. Mesmas cores, mesmo número. Precisaríamos ficar atentos, ver o que estava escrito no letreiro luminoso, perguntar ao motorista.

Chegou um ônibus. Número igual, no ponto do mesmo lado da rua. No letreiro, as mesmas palavras, os mesmos lugares. Apenas uma palavra mudou e indicou para onde queríamos ir. Centro. Demos sinal, perguntamos ao motorista. Insistimos, para ter certeza de que desta vez fomos compreendidos. Seguimos.

Desembarcamos em um grande terminal de ônibus e dentro dele uma casinha com mapas e informações turísticas. Fica a sugestão. Se o turista chega pela rodoviária, o melhor lugar para ter informações turísticas é no primeiro ponto de contato do turista com a cidade. E não no Centro, depois que o turista já está quase desistindo de ver a cidade.

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Saindo do Terminal Urbano, vimos este monumento à fundação de Joinville, em 9 de março de 1851.

Fomos conhecer Joinville, ainda que com alguns pingos e mesmo que já fosse de tarde. O sol desapareceria em breve, mas o bom viajante sabe que cada minuto conta, cada instante é precioso e o tempo que temos não volta. Vamos ver o que há para descobrir!

Centro Comercial de Joinville

Caminhamos um pouco e fomos descobrindo Joinville e suas belezas. Descobrimos por exemplo que a Avenida Rio Branco é bem movimentada, que a Avenida 9 de Março tem muito comércio e vimos a Rua das Palmeiras, ou Hafenstrasse, como era o antigo nome.

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“SOU BEM JOINVILLE” é o que está escrito na placa. Vimos outras durante nossa visita.

Caminhando  pela região central de Joinville descobrimos o comércio. Lojas mais caras com ares de prédios alemães, lojas de departamentos parecendo castelos da Basileia, casas que aparentavam ser de outro país e de outro tempo. E ainda estávamos em Joinville, no Brasil.

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Aqui temos um centro comercial que parece ter sido construído na Alemanha.

 

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Há um prédio ‘estrangeiro’ em cada esquina. Sorria! Você está em Joinville!

Visitamos o comércio, vimos as pessoas, vimos alguns pontos turísticos, como o Museu Nacional da Imigração e Colonização. Chegamos tarde para pegar aberto.

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Museu Nacional da Imigração e Colonização. Voltaríamos no dia seguinte.

Em frente está a Hafenstrasse – Agora, Rua das Palmeiras. As árvores foram plantadas na época do Império Brasileiro.

E seguimos nosso passeio pelo Centro de Joinville até ver a Barca do Príncipe:

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Monumento ‘A Barca do Príncipe’ – Conta a história da fundação de Joinville em 8 de Março de 1851.

Eu disse no vídeo que pesquisaria a data de fundação de Joinville. Agora sabemos que foi no meio do século 19 e que os fundadores chegaram de barco. Por isso o monumento. Atrás da Barca do Príncipe, está a Prefeitura de Joinville, em um prédio de arquitetura moderna.

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Prédio da Prefeitura de Joinville.

E como sempre, fomos comer e tomar uma cerveja no Mercado Municipal da cidade. Desta vez, descobrimos o que há de legal no Mercado Municipal de Joinville.

Mercado Municipal de Joinville

Conseguimos pegar o Mercado Municipal de Joinville aberto. Mas já estava escurecendo. conhecemos o lugar numa rápida passada. Muitas lojas de peixes e frutas. Alguns bares e pequenos restaurantes. Mas os preços aqui eram maiores do que a maioria dos lugares em que estivemos. Deu um pouco de trabalho encontrar um bom lugar. Um prato legal para nós dois. Estávamos sem almoço ainda.

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Gostei da assinatura da Schornstein – A cerveja com alma. Quero ver acertar falar o nome.

Encontramos algumas cervejas bem legais, produção regional. Aquele sabor que só as premium têm para oferecer e que nem adianta oferecer para aquele amigo que só toma as de sempre. Preferência cada um tem a sua, mas se a pessoa não sabe perceber sabores, melhor ficar na gelada e sem gosto de sempre.

Não sou de postar foto de comida, mas para matar a fome, pedimos um prato de contra-filé que veio com batatas fritas, acompanhada com salada, com molho de salada muito gostoso, um molho para a carne, farofa feita por mãos divinas, e eu, adivinhando alguns dos ingredientes e pedindo a receita para a cozinheira. Legítima representante de Tia Anastácia. Inclusive o mesmo largo sorriso, os olhos cheios de alegria para transmitir.

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Prometo não ficar postando fotos de comida o tempo todo.

E mesmo com os preços altos do Mercado Municipal de Joinville, não achei caro nem o prato e nem a cerveja. Ainda mais considerando que a porção deu para nós dois.

Terminada a refeição, voltamos para o Centro de Joinville.

Nossa noite seria na casa da Aline, que nos recebeu no formato Couchsurfing. Um amor de pessoa. Jornalista e com muita coisa legal para contar. Só que ela tinha horário para poder nos receber. Então, toca andar e fazer alguma coisa enquanto isso.

Mas antes, tínhamos que voltar à rodoviária, pegar as mochilas no guarda-volumes. O mais caro de toda a viagem, dez reais. E fechava às oito da noite. Gente, tudo em Joinville é muito caro! O maior custo de vida que vi em nossas andanças no Sul do Brasil.

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Painel dentro do Mercado Municipal de Joinville.

E em vários lugares por onde passamos, era fácil ver este imenso prédio. Um hotel todo em arquitetura medieval alemã só para lembrar a todos: “Estamos em Joinville e aqui temos um jeito alemão de ser.”

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Na foto nem parece tudo isso, mas este hotel de Joinville é bem grande.

Onde ficamos em Joinville?

Nossa primeira parada foi na casa da Aline. Fizemos outro Crouchsurfing, assim como em Curitiba e Morretes. E ganhamos mais uma amiga!

Mas ficamos uma outra noite num hotel do centro, para sair só no terceiro dia, de manhã. Aproveitamos para conhecer mais da cidade. Ver tudo que não pudemos ver durante a tarde anterior e a noite.

Primeira parada: Museu Nacional da Imigração e Colonização.

Estava fechado.

Decepção. No dia anterior chegamos tarde demais para pegar o Museu Nacional da Imigração e Colonização aberto. No dia seguinte, chegamos cedo demais. Até dava pra esperar, mas tínhamos o roteiro apertado e teríamos que correr. Vamos fazer outra coisa. Outro dia a gente volta.

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Fachada do Museu Nacional da Imigração e Colonização. Ainda vamos visitar.

Aproveitamos a luz do sol para fazer um vídeo contando sobre a Rua das Palmeiras.

No vídeo eu disse que iria pesquisar a data certa da fundação de Joinville. Aqui está: 09 de Março de 1851.

E para mostrar detalhes da Barca do Príncipe, também chamada de Barca de Cólon, aqui está mais uma imagem:

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Barca do Príncipe, ou Barca de Cólon.

E já que estávamos no centro e o dia estava lindo, resolvemos visitar novamente o Mercado Municipal de Joinville e desta vez, fazer algumas imagens mais iluminadas.

Desta vez fomos em outro bar. Não que o primeiro, onde comemos tão bem não tivesse nos agradado, mas é que eu queria experimentar outras cervejas, que só vi neste segundo.

Olha o que encontramos:

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Este nome “Merecida” é mesmo muito bom! Mas a minha preferida foi a Pale Ale OPA Bier.

Ainda não era meio-dia, mas tínhamos tempo até nosso ônibus sair, descendo mais ainda para o Sul, então, que tal mais alguns sabores regionais?

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Entrada do Mercado Municipal de Joinville.

Um rápido giro por Joinville

Passamos em mais alguns lugares legais antes de partir.

Faltava ver a entrada da cidade, com o moinho de vento digno das histórias de Dom Quixote, cartão postal de Joinville.

Vimos um outro moinho antes disso. Este, bem mais industrial.

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Moinho Joinville, antes uma indústria, hoje loja de departamentos.

Este Moinho tem um nome pouco usual no comércio de Joinville. Uma coisa que notei é que os moradores devem gostar muito do nome da cidade. Em todos os lugares, letreiros e placas com o nome do comércio faziam alguma alusão ao Join – VILLE. Tudo era VILLE. Padaria Ville, Posto de Gasolina VILLE, Loja VILLE, Hotel VILLE, Restaurante VILLE. Em muitas, muitas lojas mesmo, vimos o nome do estabelecimento com a palavra VILLE no final. Bem, se eles gostam tanto, por que iríamos criticar?

E Já que estávamos com as passagens compradas para nosso próximo destino, fomos ver o Pórtico de entrada de Joinville.

E claro, o tempo mudou um pouco antes de seguirmos viagem.

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Moinho e entrada de Joinville. Não deixem o Dom Quixote ver isto.

Conversando com a Aline, e outros moradores confirmaram, que São Pedro parece simpatizar muito com Joinville, tanto que fica sempre na cidade. E em nossa visita, não foi diferente. Um tanto de garoa, alguma chuva. Mas gostamos muito da viagem.

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Pórtico de entrada de Joinville. Dá pra ver a placa de “SOU BEM Joinville” e a bailarina ao fundo?

Além de lugar para vistas, festas e até um piquenique, a entrada de Joinville tem muitas placas sobre o Bolshoi.

Sim, a Companhia de Ballet Bolshoi tem uma filial em Joinville, com um trabalho social para formar bailarinos e bailarinas da população da cidade. É um grande orgulho para todos de Joinville e também atração turística. Trata-se da única escola do Ballet fora da Rússia. O Ballet Bolshoi tem um calendário muito aguardado.

É verdade que ficamos pouco, não deu pra ver tudo. Nem mesmo alguma coisa da programação do Bolshoi, mas Joinville merece uma visita. Como de costume, estávamos seguindo as festas. Tanto que estava para começar o festival de dança do Ballet Bolshoi. Outra atração que não vimos por pouco!

Vamos nos despedindo com esta foto ao lado do Mercado Municipal de Joinville e desejamos a todos boas viagens!!

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