As exposições de abril do MAR

O MAR – Museu de Arte do Rio é meu museu preferido. De tempos em tempos vou lá conferir as exposições. Este final de semana foi um desses dias em que passei a tarde passeando pelas salas de exposição do MAR. Vem comigo!

A visita começa pelo terraço.

A visita começa pelo terraço.

Rio Setecentista: Quando o Rio de Janeiro virou capital

Até 08 de maio de 2016.

Eu já tinha visitado esta exposição quando fui ver a exposição Tarsila e as Mulheres Modernas no Rio, e jurava que a gente já tinha falado dela para vocês, tanto que quase não tirei fotos (e metade das poucas que eu tirei ficou tremida =/). Prometo que nunca mais vai acontecer!

Painel de apresentação da exposição

Painel de apresentação da exposição

A exposição é para comemorar os 450 anos da fundação da cidade do Rio de Janeiro, celebrados em 2015. Lá você encontrará objetos originais da época, esculturas e pinturas feitas no período que tanto representam o que estava na moda em termos de arte, como também retratam o modo de vida da época.

Só porque achei engraçado.

Só porque achei engraçado.

O poema Infinito de Wlademir Dias-Pinto

Até 05 de maio de 2016.

Parece estranho uma exposição para um poeta, né? Foi o que eu pensei também, até entrar lá e ver a loucura (no bom sentido) dos poemas objetos de Dias-Pinto.

Poemas...

Poemas…

A mostra é super interativa. Tinham várias crianças se divertindo montando poemas, de palavras e de imagens. Injustamente subconhecido, Dias-Pinto é um dos maiores poetas concretistas do Brasil, sendo autor do primeiro poema semiótico (feito com uma mistura de símbolos diferentes, sejam letras ou outros elementos gráficos) da literatura mundial.

E gigante, ocupando uma parece inteira: o poema-cidade.

E gigante, ocupando uma parece inteira: o poema-cidade.

Seus poemas são concretos não apenas no conteúdo, mas se tornam concretos como objetos palpáveis. E mutáveis por serem peças literalmente montadas por outros autores ou pelo leitor.

Ao amor do público I: doações na ArtRio e MINC/FUNART

Até 24 de abril de 2016.

Minhas cores favoritas, combinando do meu jeito favorito.

Minhas cores favoritas, combinando do meu jeito favorito.

Releitura moderna de A moça do brinco de pérolas.

Releitura moderna de A moça do brinco de pérolas.

A mostra apresenta ao público obras que foram doadas ao MAR entre 2012 e 2015, por 86 diferentes doadores, sendo fundações, galerias, colecionadores e artistas.

Como dá para ver pelo reflexo, perdi todo meu caráter estético, simbólico, político e econômico.

Como dá para ver pelo reflexo, perdi todo meu caráter estético, simbólico, político e econômico.

Temos pinturas, fotografias, colagens, esculturas, instalações e temas diversos que agora compõem o acervo do MAR e estão disponíveis para apreciação pública.

Como viver no capitalismo sem dinheiro?

Já no final encontramos a instalação que se propõe a questionar o visitante sobre como viver no capitalismo sem dinheiro. Mais do que ideológica, a obra intenciona uma reflexão da forma como lidamos com o consumo e com a vida.

Banco dos irreais, onde se trocam tempo e se acumulam experiências.

Banco dos irreais, onde se trocam tempo e se acumulam experiências.


Dicas de viagem:

  • Site: museudeartedorio.org.br
  • O MAR está aberto de terça a domingo, das 10h às 17h.
  • A entrada custa R$10 (inteira) e R$5 (meia), sendo que terça-feira a entrada é gratuita.
  • Se você quiser visitar o Museu do Amanhã no mesmo dia, pode comprar o passaporte, e aí fica R$ 16 (inteira) e R$8 (meia).
  • O MAR tem vários critérios para meia entrada e para gratuidade. Tem tudo direitinho no site, na opção ‘visite’.
O museu de arte do rio

Esse é o MAR. As exposições ficam no prédio antigo, o Palacete Dom João VI. No prédio mais moderninho, fica a parte administrativa e a Escola do Olhar.

 

 

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