Os 50 anos de Star Trek – Jornada nas Estrelas

Espaço: a fronteira final. Estas são as viagens da nave estelar Enterprise. Em sua missão de cinco anos… para explorar novos mundos… para pesquisar novas vidas… novas civilizações… audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve.

A tripulação original da Enterprise, em Star Trek - Jornada nas Estrelas.

A tripulação original da Enterprise, em Star Trek – Jornada nas Estrelas.

Começo a escrever este post torcendo para não ficar grande demais. Hoje, 8 de setembro de 2016 é comemorado ao redor do mundo o aniversário de 50 anos da série Star Trek, que no Brasil foi rebatizada como Jornada nas Estrelas. O texto acima é o monólogo de abertura da série original, de 1966, dito pelo capitão James T. Kirk, na voz de William Shatner.

Uma primeira tentativa de levar a série ao ar foi de 1964, mas apenas o Oficial de Ciências permaneceu do elenco deste episódio. Um certo sujeito de orelhas pontudas, chamado Spock, vivido pelo saudoso Leonard Nimoy. 

A tripulação da Enterprise, em Star Trek Next Generation - Jornada nas Estrelas. - A Nova Geração.

A tripulação da Enterprise, em Star Trek Next Generation – Jornada nas Estrelas. – A Nova Geração.

Reza a lenda que vinte anos depois, quando Gene Roddenberry chamou o ator shakesperiano Patrick Stewart para viver o Capitão Jean-Luc Picard em The Next Generation, o ator sorriu, aceitou, adorou o convite. Mas quando foi gravar a frase de abertura da série é que ele se deu conta do que estava fazendo. O peso foi um pouco demais e o ator se emocionou como só um fã faria.

Mas quem não ficaria emocionado ao ouvir esta frase?

E pensem numa voz elegante dizendo estas palavras:
Space, the final frontier. These are the voyages of the starship Enterprise. Its 5-year mission: to explore strange new worlds, to seek out new life and new civilizations, to boldly go where no man has gone before.

Uma série que dura 50 anos e que sempre acreditou na igualdade de gêneros, a importância das diferentes raças, a preservação da ecologia ao menos uma década antes do assunto aparecer no mundo.

Uma das grandes responsabilidades da ficção científica é antever problemas e servir de alerta para o presente.

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A tripulação da nava Enterprise, em Star Trek – Jornada nas Estrelas no cinema. Uma visão de esperança numa época mais sombria.

E os conceitos em Star Trek – Jornada nas Estrelas – estão mesmo à frente de seu tempo.

Uma oficial negra, um tripulante russo durante a Guerra Fria, o multiculturalismo presente em membros da tripulação que vinham de todas as partes do mundo, humanos e alienígenas trabalhando em conjunto, mulheres capitaneando naves estelares, negros cientistas e em postos de alto comando, filosofia, a Primeira Diretriz de não-interferência da cultura mais desenvolvida sobre outras civilizações menos avançadas ou que tivessem feito escolhas diferentes, o IDIC vulcano – Infinita Diversidade em Infinitas Combinações, o respeito, a mensagem de um futuro pelo qual valia à pena viver e trabalhar duro. Um tempo melhor para todos.

Veja este vídeo e tente não ficar arrepiado:

E mais ainda.

O perigo das escolhas erradas, o combate a preconceitos e ódios raciais, a capacidade de perdoar e dialogar, de entender o outro, por mais diferente, estranho, ou até assustador que possa parecer.

Viajar pelo desconhecido não é apenas uma fantasia, mas um passo de evolução para vencer medos, superar dificuldades, acreditar em dias melhores para todos.

E claro, com a chegada de Star Trek – Jornada nas Estrelas ao cinema, a trilha sonora espetacular de Jerry Goldsmith, que deu um tom épico à música que acompanhava a série clássica e as viagens da nave Enterprise.

A Enterprise original, com seu design de disco voador.

A Enterprise original, com seu design de disco voador.

Séries de TV, filmes para o cinema, desenhos animados, produtos licenciados e uma modernização com novo elenco no reboot que começou em 2009. Hei, não é à toa que a nave se chama Enterprise (Empresa); todo mundo precisa ganhar dinheiro.

E até nisso existe uma leveza em Star Trek. A saudação vulcana de chegada ou partida, com os dedos abertos em uma forma de “V” – “Vida Longa e Próspera”. Sim, viver muito. E prosperar, ver seu trabalho render frutos, dar retorno. E ao final de uma longa vida, saber que você foi responsável por tornar este universo em um lugar um pouquinho melhor para todos.

A saudação vulcana - Vida Lona e próspera.

A saudação vulcana – Vida Longa e Próspera. (Live Longer and Prosper).

A Enterprise viajou muito. E como fã da série, eu viajava com ela. E em emocionei em um misto de felicidade e saudosismo ao ver os letreiros de Star Trek 6 – The Undiscovered Country subindo e as assinaturas dos atores sendo desenhadas com luz na tela do cinema, numa forma de adeus aos personagens a quem deram vida durante 25 anos.

Lembro-me da frase final no filme Star Trek – Jornada nas Estrelas, de 1979, o filme que trouxe de volta, dessa vez no cinema, a Enterprise e sua tripulação: A aventura do homem está apenas começando.

E agora, mais velho, vejo novamente uma série de Star Trek surgindo na TV. É sem dúvida uma vida longa e próspera.

E claro que eu ia compartilhar com vocês a sequência final de Jornada nas Estrelas VI, que está para sempre na minha memória afetiva de Star Trek:

 

NCC-1701 A Enterprise do reboot.

NCC-1701 A Enterprise do reboot.

A todos que lêem A Bússola Quebrada, que façam boas viagens, e que tenham uma vida longa e próspera.

 


Dicas de Viagem:

Veja o site oficial de Star Trek – http://www.startrek.com/

Quer ficar bom mesmo em Star Trek? Veja mais aqui – https://pt.wikipedia.org/wiki/Star_Trek

Bônus! Já viu todas as “encarnações” da Enterprise? Olha este desenho http://i.stack.imgur.com/ndeuf.jpg

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