Teminina, a caverna gigante

O nome é Teminina. Uma caverna gigante, com vista para um abismo também enorme, com uma floresta dentro de um de seus salões, com um rio de águas cristalinas e correnteza forte dentro da caverna. Com formações rochosas lindas. Estalactites, estalagmites, travertinos naturais e até um chuveiro gigante, com água que sai de dentro de pedra pura. Venha conhecer a caverna Teminina.

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Companheiros de viagem. Da esquerda, o Ricardo, Tiço, nosso guia, Iron, Lucas, Denis, Heber e eu,

Falar que eu gosto de visitar cavernas vez ou outra é repetir o que todo mundo já sabe. Mas desta vez, além do trio de sempre, fomos com mais alguns amigos para uma caverna gigante, que tem uma floresta dentro, que tem um abismo, que tem verdadeiras esculturas feitas pela mãe natureza e ainda oferece ao visitante um chuveiro natural.

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Caracol africano. Um coleguinha que achamos pelo caminho.

A caverna Teminina – os locais a chamam Timinina – está bem longe do centro de Iporanga e fora da área do Núcleo Santana, onde ficam as cavernas mais populares, turísticas. Aqui estamos no Núcleo Caboclos, de difícil acesso, já bem perto de Apiaí, distante de tudo, mas com um local perfeito para passar o fim de semana. Uma área de chalés feito para acomodar guias e grupos de cavernistas. Fizemos um churrasco no sábado à noite neste posto de descanso e a surpresa: Tomei banho quente com água aquecida por energia solar, captada com placas solares. Está pensando que o PETAR é meio do mato? Que eles não têm tecnologia?

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A Caverna Teminina

Nossa caminhada era um pouco longa. Até chegar na entrada da Caverna Teminina são quatro quilômetros de trilha, subidas íngremes e descidas arriscadas. Mas chegar à entrada da Teminina já vale o esforço. Salões de 50 metros de altura, com varanda natural para observar a parte mais baixa, formações rochosas esculpidas durante milhões de anos, estalactites ressecadas e expostas ao sol, do lado de fora da caverna. Foi aí que notei. Aquela montanha era uma coisa só, mas em algum momento se partiu. E uma grande área da caverna ficou exposta à luz do dia. O resultado são salões de caverna com uma floresta dentro dela e um profundo abismo de um lado, que não pode ser vencido.

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Para entrar, só com cordas

Um dos companheiros de aventura disse que fizemos rapel dentro da caverna Teminina. Porém, para entrar na parte escura, era preciso descer um barranco de 120 metros. Uma queda boa se você não tiver corda. Fizemos a ancoragem no ponto mais baixo da entrada, e começamos a descer um a um, com a ajuda da corda.

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Nossa descida era quase vertical. Em alguns pontos, a inclinação alcançava os 80 graus, formando quase um paredão reto.

Com cuidado e ajudando os companheiros menos experientes, chegamos ao rio de águas transparentes e geladas de doer os ossos que nos leva pelo caminho das maravilhas ocultas sob a terra.

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Quem se atreve?

O Chuveiro na Rocha

Uma dessas maravilhas, além das estalactites e estalagmites, é o travertino natural. Uma formação ondulada formada pela ação constante de água e resíduos arenosos, que aos poucos vai formando a escultura delicada.

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Mas o personagem principal nesta aventura foi mesmo o chuveiro que escorre da estalactite e cava uma banheira na estalagmite. E olha nossos amigos aproveitando para fazer umas fotos para lembrar para a vida toda.

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As estalactites e o travertino natural dentro da Caverna Teminina.

Cânions no caminho da caverna

Como a região é muito rochosa, tanto na ida para a Caverna Teminina, quanto em nossa exploração do dia seguinte, pudemos ver cânions esculpidos pela água bem no meio da serra. Fico imaginando a região, com tanta atividade sísmica, chuvas torrenciais e rios intermitentes que escavam a terra até deixarem apenas rochas pontudas e lisas, algumas até afiadas, ainda que aparentando a delicadeza de uma superfície lixada por água em quantidade, por séculos.

Em um dos cânions, próximo da Caverna Espírito Santo, pudemos ver a força das águas, em seu caminho insistente, descendo vale abaixo e cortando a rocha até aparecerem cores e formas, que ficam ainda mais bonitas com a luz do sol batendo atravessada em algumas arestas e pequenos buracos.

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Dicas de Viagem:

Se for para a Teminina, pergunte ao seu guia, com muitos dias de antecedência, sobre o posto de descanso do Núcleo Caboclos. O local pode ser reservado apenas por guias e não é alugado para acampantes. Há uma taxa a pagar.

Para entrar no PETAR, o visitante paga uma taxa de R$ 26,00 por pessoa.

Saiba mais sobre o PETARwww.petaronline.com.br ou aqui www.petar.com.br

Não esqueça o repelente.

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