Conheça o Museu Histórico Nacional

O Museu Histórico Nacional no Rio de Janeiro é histórico inclusive no seu prédio. Ele não apenas conta, como faz parte da história do Brasil. Conheça o museu dedicado a preservar a histórica do país e que tem um dos maiores acervos nacionais.

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O letreiro fica meio escondido. Mas não tem como errar. Esse é o Museu Histórico Nacional.

Em 1567 Mem de Sá começou a construção da Bateria de Santiago, na ponta proeminente entre as praias de Piaçaba e Santa Luzia, local considerado estratégico para a defesa da Baía da Guanabara. Em 1603, ampliado, se torna Forte de Santiago.

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Ruínas e canhões que contam a história do museu.

O começo do século XX trouxe modernidade para a capital do país, cujos governantes tinham a pretensão de torná-la uma Paris das Américas. As praias de Piaçaba e Santa Luzia foram aterradas. Na ponta do Calabouço – nome que recebeu por uma de suas funções – hoje fica o aeroporto Santos Dumont, o primeiro da cidade.

Detalhes do Pátio dos Canhões.

Em 1922, o Forte virou oficialmente museu, o Museu Histórico Nacional. E recebeu a Exposição do Centenário, que ajudou o Rio de Janeiro a virar a internacional Cidade Maravilhosa.

Exposições permanentes

O Museu Histórico Nacional tem um conjunto de exposições permanentes que retratam a história do Brasil desde a pré-história.

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Todos fazemos parte da história da humanidade.

Primeiro a Oreretama, palavra tupi que significa “nossa morada”, que começa com a reprodução de uma caverna do Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí. Para quem não sabe, a Serra da Capivara tem a maior concentração de sítios arqueológicos e resquícios pré-históricos do continente americano, sendo reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO.

Visitando o período pré-colonial, temos representações das culturas indígenas que habitaram essas terras antes da chegada dos portugueses. Mitos, rituais, utensílios e os sambaquis, tesouros arqueológicos comuns no litoral brasileiro. Falamos de sambaquis quando escrevemos sobre Paranaguá

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Armas antigas de muitas épocas.

Em seguida, entramos nas grandes navegações com os Portugueses no Mundo, na parte da exposição que engloba o período entre 1415 e 1822.

Rotas de navegação portuguesas, Carta de Pero Vaz de Caminha e vários outros documentos e objetos que retratam a colonização portuguesa no mundo e o período em que o Brasil ainda era parte do reino português.

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D. Pedro II no hall de entrada.

A próxima parte mostra a Construção do Estado Nacional durante o período imperial, que vai de 1822 a 1889.

Por fim, a Cidadania em Construção, parte da exposição que está em constante construção, pois fala de questões políticas, sociais e culturais desde a Primeira República até os dias de hoje.

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Vimos peças que hoje são de museu, mas que fizeram parte da nossa infância.

O MHN – Museu Histórico Nacional também conta com outras exposições permanentes de moedas do mundo, de Arte Colonial Andina, de móveis (e automóveis) usados para locomoção e até a réplica da farmácia Teixeira Novais que realmente existiu no Rio de Janeiro, entre 1847 e 1983.

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Carruagens, cadeiras de carregar, e até carros do final do século XIX.

Outras atrações

Como se fosse pouco, o Museu Histórico Nacional também recebe exposições temporárias. Quando fomos, durante as Paralimpíadas, o museu estava recebendo a casa temática do México.

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Esculturas sorridentes de mais de mil anos atrás, na exposição A Magia do Sorriso.

No Museu Histórico Nacional tem restaurante, loja, um pátio muito simpático com uma fonte e biblioteca.

É um passeio agradável de menos de 10 minutos da Praça XV.


Dicas de viagem:

O Museu Histórico Nacional fica na Praça Marechal Âncora, s/n.

Aberto ao público de 3º a 6º feira, das 10h às 17h30 e aos sábados, domingos e feriados (exceto Natal, Ano Novo, Carnaval, dias de eleições e segunda-feira), das 14h às 18h.

O valor do ingresso é R$ 8,00. Há gratuidade e meia-entrada. Aos domingos a entrada é franca.

O Museu Histórico Nacional faz parte do projeto Google Open Gallery, e tem duas exposições virtuais na plataforma. Além de ter diversas galerias virtuais que podem ser acessadas direto no site do museu.

Site oficial: http://museuhistoriconacional.com.br/

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