Museu da Vida da Fiocruz

E no meio do Rio de Janeiro, um castelo cheio de maravilhas. Venha com a gente para a Fiocruz, conhecer sua história, visitar lugares incríveis e se divertir com a ciência!

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Palácio Mourisco, sede da Fiocruz, cheio de mistérios.

Dica quente, muito quente, fomos para Fiocruz. Para entrar, identificação. Mas a entrada é gratuita, e a identificação é para segurança.

Enquanto esperávamos a visita guiada, uma amiga levou a gente para um passeio, com ar-condicionado, pelo campus. Lá é realmente imenso, e eu sou incapaz de dizer quantos prédios têm e todas as atividades que funcionam por lá.

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Clique na imagem para ir para o mapa ampliado!

A Fiocruz

A Fundação Oswaldo Cruz é uma instituição reconhecida mundialmente e é referência nacional em pesquisas na área da saúde. Baseada na tríade pesquisa, ensino e extensão, a Fiocruz, além de realizar pesquisas, também forma profissionais de saúde e atende a população com hospitais e um museu de ciências.

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O passeio começa no Centro de Recepção. Uma estação de trem para combinar com a viagem.

A história da Fiocruz começa em 1900 com a construção do Instituto Soroterápico Federal, local designado para a fabricação de soros contra a peste bubônica.

Três anos mais tarde, Oswaldo Cruz assume a Direção-Geral do Instituto e começa a construção do conjunto arquitetônico de Manguinhos. Em 1908 a instituição é rebatizada de Instituto Oswaldo Cruz.

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A entrada principal é bem discreta, mas não se engane.

O conjunto foi crescendo, e passeando pela Fiocruz você pode ver construções com referências arquitetônicas de vários períodos diferentes. Desde cavalariças do início do século XX, até prédios bem futuristas como o que está em construção atualmente.

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O Pombal é do começo do século XX, nele eram criadas aves para pesquisa.

A fundação já ocupa uma área do outro lado da avenida, e em sua volta, comunidades muito pobres que até certo ponto, são atendidas pela Fiocruz.

O Museu da Vida

Eu tenho recordações do Museu da Vida de uma visita com o colégio. Descobri fazendo este post, que o museu é mais recente do que eu achava, e que eu fui lá quando ele tinha pouco tempo de inaugurado :O

A visita começa no centro de recepção que parece uma estação de trem, nada por acaso. Lá os visitantes pegam um trenzinho que leva aos pontos de visitação dentro do campus de Manguinhos.

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Enquanto espera o trenzinho sair, dê um passeio pela recepção.

O Parque da Ciência, a Pirâmide, o Epidauro e o Borboletário me lembram muito o Catavento Cultural, em São Paulo. Quer dizer, na verdade é o contrário, já que o Catavento é mais recente.

No Parque da Ciência, experiências científicas são brinquedos. Física, biológica e antropologia, são apresentadas aos visitantes de forma divertida e vistas na prática. Quando a gente foi, a Pirâmide estava fechada, ela é a parte coberta do parque, e lá dentro também tem experiências divertidas.

A diversão e a experimentação continuam no Epidauro. Nome estranho, né? O nome faz referência a uma cidade da Grécia antiga que tinha um teatro – daqueles bem famosos, onde o palco redondo ficava no meio e a plateia ficava em volta, em níveis – com uma acústica considerada perfeita.

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O Epidauro fica nesse prédio. É maior descendo.

Mas o que isso tem a ver? O Epidauro da Fiocruz tem experimentos que desafiam os sentidos e o cérebro. Veja, toque, ouça.

E ali perto, o borboletário. Entre com muito cuidado para não machucar as borboletas que voam por todos os cantos ou que descansam à sombra.

Outros pontos de visitação do Museu da Vida são a Tenda da Ciência, onde acontecem espetáculos teatrais, o Salão de Exposições Temporárias, os dois lugares estavam fechados quando formos e o Pavilhão Mourisco.

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Palácio Mourisco, com influências árabes e detalhes impressionantes.

O Castelo

O Pavilhão Mourisco ou Castelo de Manguinho é uma idealização de Oswaldo Cruz. Como o nome já diz, ele tem claramente uma referência árabe. A riqueza de detalhes e a beleza do castelo são de tirar o fôlego.

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O que falar? Só aprecie!

Contudo, o castelo não foi construído apenas para ser admirado. Ele abriga a sede da instituição. Na parte do castelo aberta para visitação, também tem uma área de exposição com a história da Fiocruz e de Oswaldo Cruz, equipamentos utilizados no começo do século passado, e coleções entomológicas.

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Estas são coleções Entomológicas.

Foi bem legal comparar com a exposição “Manguinhos Relevado” que tínhamos visto no dia anterior. Olhar a vista do Castelo e ver como o Rio de Janeiro mudou, cresceu… não sempre para melhor.

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Do Castelo dá para ver (e pode ser visto) da Baía de Guanabara.

Lógico que não vou contar tudo para não fazer spoiler da visita guiada!


Dicas de Viagem:

Museu da Vida – Funcionamento: De terça a sexta, das 9h às 16h30; Sábados, das 10h às 16h.

Para saber sobre o horário das visitas guiadas ao Castelo e sobre a política de agendamento para grupos, veja aqui 

Endereço: Centro de Recepção, Fiocruz – Av. Brasil, 4,365, Manguinhos.

http://www.museudavida.fiocruz.br/ http://portal.fiocruz.br/pt-br

Este ano, a Biblioteca reabriu para visitação. E espera-se que até o final do ano que vem, a cavalariça, que atualmente está em obra de restauro, também reabra.

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