Refugiados, um lar chamado São Paulo

Evento acontece nos meses de março, abril e maio e inclui participação de refugiados de vários países em feira étnica de arte e artesanato, shows de música e dança, exposição fotográfica, além de intervenção artística no coração AmoSP instalado de frente para a Avenida Paulista.

Os pedidos de refúgio no Brasil aumentaram mais de 2.000% entre 2010 e 2015. Neste período, foram reconhecidos como refugiados 8.863 pessoas de 79 nacionalidades distintas. Somente a guerra na Síria já expulsou de seu país mais de cinco milhões de pessoas, o que vem sendo considerado a pior crise humanitária do mundo em 70 anos. (*detalhes abaixo).

Atento a essa realidade, o Shopping Center 3 promove ao longo dos meses de março, abril e maio uma série de atividades envolvendo refugiados residentes em São Paulo, oriundos da Síria, Palestina, Senegal, Togo, Congo, Guiana Inglesa, Haiti, entre outros países. A iniciativa, batizada de “Refugiados, um lar chamado São Paulo”, é realizada em parceria com a ONG Adus – Instituto de Reintegração do Refugiado, e inclui feira étnica de produtos e artesanatos, apresentações de música e dança, exposição fotográfica e uma intervenção artística em homenagem aos refugiados, criada ao vivo pelo artista plástico Blagojco Dimitrov, sócio da Galeria Myllery e que há 23 anos também chegou ao país na condição de refugiado.

Shows de música e dança 

Sempre aos domingos, às 15h, na fachada principal de frente para a Avenida Paulista, o festival de música e dança dos grupos de refugiados mostrará a diversidade cultural. Entre os artistas e grupos que se apresentarão estão a Banda Senegal Sunugal (Senegal), Oula Al Saghir (Palestina) e Fady e Banda (Síria), entre outros.

Banda Senegal Sunugal

12 de março       Coral Voz da África (Congo)
19 de março       Banda Senegal Sunugal (Senegal)
26 de março      Sempre Amigos Dança Árabe (Síria)
2 de abril           Os Escolhidos (Congo e outros países)
9 de abril           Oula Al-Saghir (Palestina)
30 de abril         Abdel Salam (Palestina)
7 de maio           Fady e banda (Síria)
21 de maio         Grupo Sempre Amigos Dança Árabe (Síria)

Quando: Aos domingos, dias 12, 19 e 26 de março, 02, 09 e 30 de abril, 7 e 21 de maio, sempre às 15h.
Onde: Shopping Center 3, fachada da Av. Paulista.

Exposição fotográfica

Retratos em preto e branco de refugiados de vários países, ao lado de painéis informativos sobre a situação do refúgio no Brasil poderão ser vistos em todos os pisos do Center 3. O autor das imagens é o fotógrafo Felipe Grespan, e os personagens são refugiados assistidos por programas da ONG Adus. 

Quando: De 12 março a 21 de maio.
Onde: Shopping Center 3.

Fatima Diouf do Senegal com seus lenços africanos.

Escultura AmoSP acolhe refugiados

Nascido na República Macedônia, o artista plástico Blagojco Dimitrov também chegou ao Brasil na condição de refugiado há 23 anos. Aqui, longe do campo de batalha, retomou sua vida e construiu uma trajetória sólida no mundo das artes. Sócio da Galeria Myllery, Dimitrov prestará uma homenagem aos refugiados, nos dias 15 e 16 de março, das 10h às 22h. Ao vivo, ele fará uma intervenção na tradicional escultura AmoSP, em formato de coração e instalada na fachada do Center 3. O novo layout ganhará mãos de várias cores e retratará rostos dos passantes. “Será uma oportunidade de representar no coração de São Paulo, a diversidade marcante que constitui a cidade”, afirma o artista.

Quando: Dias 15 e 16 de março, das 10h às 22h.
Onde: Shopping Center 3,

Feira Étnica de Artes e Artesanato 

Rasha Mubayed vende artesanato da Síria.

No Lounge Center 3, no Piso Cinelândia, a feira contará com a participação de  expositores da Síria, Guiana Inglesa, Senegal, Togo, Nigéria, Haiti que apresentarão produtos típicos de seus países como  tecidos, luminárias, quadros, artigos em couro, perfumes, bonecas, bijuterias, lenços, turbantes e camisetas, entre outros objetos decorativos e acessórios.

Quando: De 17 a 19 de março.
Onde: Shopping Center 3,  Lounge Center 3, Piso Cinelândia.

Expositores e seus produtos:

Anas Obeid (Síria) – perfumes personalizados, arguiles e objetos
Anas Obeid é de Damasco, capital da Síria. Jornalista de formação, Anas comercializa perfumes personalizados e preparados na hora, arguiles, lenços e objetos típicos da Síria.

Dady Simon (Haiti) – quadros
O artista plástico Dady Simon mostra todo seu talento por meio de traços fortes que retratam sua terra natal, o Haiti, e também paisagens do Brasil.

Fatima Diouf (Senegal) – roupas e lenços africanos
A senegalesa Fatima Diouf leva sua alegria nas roupas e tecidos africanos. Há pouco tempo no Brasil, Fatima não domina nosso idioma, mas se esforça para trabalhar e se manter no País. Os tecidos de algodão trazem as cores fortes e vibrantes do seu país e podem se transformar em saias, vestidos, blusas e até em itens de decoração.

Fitoon Assi (Síria) – bolsas, tecidos e acessórios
Fitoon Assi fugiu da Síria com sua família deixando para trás parentes, o trabalho em um laboratório de análises clínicas, casa e amigos. No Brasil ela se desdobra entre a educação das filhas e a venda de produtos artesanais e peças de couro importadas da sua terra natal.

Anas Obeid, jornalista sírio que faz perfumes.

Komlan Mondjro (Togo) – tecidos e artesanato
Komlan Mondjro, mais conhecido como Roger, é um simpático togolês que vive no Brasil há quase dois anos. Em seu país de origem, Togo, Roger trabalhava em um escritório de contabilidade. No Brasil, ele mostra as belezas da África vendendo tecidos e artesanato.

Nema Khaled (Síria) – quadros e caligrafia árabe
Nema Khaled é artista plástica síria. Na feira ela apresenta lindos quadros inspirados na sua terra natal, retratando detalhes de mesquitas, aves, e o que mais lhe chama a atenção. Além dos quadros, a artista também oferece a delicadeza da caligrafia árabe nos eventos. No Brasil Nema vive com cinco filhos, marido e um irmão.

Noura Alkallas e Younes Al Nabulsi (Síria) – comidas e camisetas
Noura Alkallas trabalhava com contabilidade em Damasco, capital da Síria. Ela está há mais de dois anos no Brasil, junto com seu marido Younes Al Nabulsi. Além de delícias árabes, o casal também vende camisetas estampadas para conseguir viver em São Paulo.

Rasha Mubayed (Síria) – luminárias e objetos de decoração
Há cerca de dois anos no Brasil, Rasha Mubayed veio da Síria com seu marido e uma filha pequena e dedica-se à venda de produtos fabricados na Síria, como luminárias, descanso de copo, pequenas molduras e peças de decoração com belos arabescos, feitos em madeira.

Fitoon Assi da Síria e seus variados produtos.

Renée Ross-Londja (Guiana Inglesa) – bonecas e acessórios em tecido
Renee Ross-Londja produz lindas bonecas de pano inspiradas nas bonecas africanas, como a abayoni, originária da Nigéria, durante o período da escravidão. Renée também costura baianas, bonecas que representam a mulher africana na Bahia, e as tradicionais namoradeiras, mas feitas em tecido.

Temitope Komolafe (Nigéria) – turbantes africanos
Temitope Komolafe veio da Nigéria e mora com o marido e o filho na capital paulista. Sua arte consiste na amarração de lindos turbantes que, muito mais que ornamentos ou acessórios, têm vários significados e são usados em ocasiões especiais.


ONG Adus: http://www.adus.org.br/

Shopping Center 3: Avenida Paulista, 2064 – Cerqueira César
Tel.: (11) 3285-2458
www.shoppingcenter3.com.br

Fonte: CLARA Comunicação
Tel.:(11) 3667.9136, 3667.4065
E-mail: clara@claracomunicacao.com.br

  

*Pedidos de refúgio aumentam mais de 2.000%

De acordo com a Polícia Federal, o número de solicitações de refúgio no Brasil aumentou mais de 2.868% entre 2010 e 2015, indo de 966 para 28 mil. Neste período, foram reconhecidos como refugiados 8.863 pessoas de 79 nacionalidades distintas. Os principais grupos são compostos por oriundos da Síria (2.298), Angola (1.420), Colômbia (1.100), República Democrática do Congo (968) e Palestina (376). A guerra na Síria já expulsou de seu país mais de cinco milhões de pessoas, naquela que vem sendo considerada a pior crise humanitária do mundo em 70 anos. (Fontes: Polícia Federal, CONARE – Comitê Nacional para Refugiados, e ACNUR – Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados)

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