Três dias em Buenos Aires

Estamos em Buenos Aires e você tem apenas três dias para conhecer o tango argentino, um dos mais barulhentos estádios de futebol do mundo, gastronomia deliciosa, arte, cultura, zoológicos fora do comum, história e política. Hoje começamos uma nova aventura. Vem coma gente conhecer Buenos Aires!

Congresso da Argentina. O 'Congreso Nacional'.

Congresso da Argentina. O ‘Congreso Nacional’.

Hoje vamos viajar junto com o Maya e a Débora por uma das mais bonitas capitais da América Latina. Nosso destino é Buenos Aires, a capital da Argentina, distante de São Paulo 2.253km se for por estradas. A distância diminui para 1.679km se você for em linha reta, de avião.

E foi o que o Maya e a Débora fizeram. Esticaram um pouquinho o final de semana e foram descobrir as belezas e os sabores da capital argentina. E tiveram muitas surpresas na visita. E claro, você fica sabendo de tudo por aqui, acompanhado o casal em seus passeios.

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Buenos Aires tem história

Final do ano, trabalho feito, que tal uma viagem? Que tal se não for longe nem gastar muito? Que tal se não for muito frio? Mas tem que ter boa comida e bons vinhos! E Buenos Aires tem tudo isso. Com a vantagem de que a época de final de ano é quente lá também. O complicado é que em 2016 uma onda de calor atacou forte a região. E o ar condicionado do quarto de hotel se tornou o melhor amigo dos visitantes, que esperavam uma cidade mais fria.

Buenos Aires está logo abaixo do Uruguai, no estuário do Rio da Prata. Lá chega a cair neve no inverno, mas no verão, a temperatura pode passar de 40 graus.

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Aliás, frieza foi o que eles menos encontraram lá. Este mito de que o argentino é antipático é pura conversinha. O Maya e a Débora me contaram que foram muito bem tratados, que os argentinos são calorosos na recepção, que foram tratados com respeito e sorrisos. Vale lembrar que muito da origem argentina é de imigrantes italianos, então, tem que ter boa comida e gente falando alto e sorrindo muito!

E a capital Buenos Aires pode ser tudo, menos comum. A cada rua, em cada esquina, uma obra de escultura, uma homenagem, um prédio histórico, uma praça e ruas limpas, calçamento bom, asfalto bem feito, edifícios com arquitetura muito bonita e árvores, arte e comida. Seja em cafés, bistrôs e restaurantes ou casas de espetáculo.

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Apenas para dar uma ideia de como esta cidade tem história para contar, Buenos Aires é a capital da Argentina, sede do governo, principal economia do país, mas é uma capital federal, assim como Brasília. Não faz parte da província ou estado, de Buenos Aires e nem é a capital da província. É uma cidade autônoma. E como os argentinos são muito nacionalistas, em Buenos Aires não se fala espanhol. Fala-se castelhano. Não vá errar.

A Casa Rosada é o centro do poder político. E logo ao lado está o Congreso Nacional. Sim, o congresso é deles e eles escrevem com um ‘S’ só. Não vamos brigar por isso.

A Casa Rosada, sede do governo argentino.

A Casa Rosada, sede do governo argentino.

A área toda ao redor é cheia de vultos históricos, como as estátuas de senadores, presidentes, homenagens a políticos e pensadores, arte por todos os lados e histórias de batalhas, sangue derramado, tristezas e muitas coisas em comum com o Brasil, como ditaduras militares que maltrataram o povo, crises econômicas, paixão pelo futebol, muita música e o catolicismo como religião oficial. Aliás, exceto pela diferença de idioma, a história dos dois países é tão semelhante que o que mais espanta é a rivalidade que tanto se fala entre as duas nações.

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Uma esperteza do Maya e da Débora foi se hospedarem no centro, próximos de tudo. E tudo mesmo. Bares, restaurantes, hospitais, ônibus na porta e uma estação de Metrô bem em frente ao hotel. E de lá, dava pra ir andando até pontos turísticos, como a Plaza de Mayo, onde as Mães da Praça de Maio se reuniram para lutar contra a ditadura militar, exigindo explicações sobre os filhos desaparecidos durante o regime militar. Mais tarde,  muitas famílias se juntaram a elas para protestar contra a Guerra das Malvinas.

Próximo dali você chega ao Obelisco de 9 de julho, símbolo da independência da Argentina, no cruzamento das avenidas Corrientes com 9 de julho. Aproveite para ver a Biblioteca Nacional, homenagens a Evita Perón, aos soldados argentinos da guerra das Malvinas e até a Dom Quixote de La Mancha, obra máxima do escritor Miguel de Cervantes e talvez o mais famoso personagem da literatura hispânica.

Rio Matanza-Riachuelo

Trecho navegável do rio Matanza-Riachuelo. Bom para passeios.

Trecho navegável do rio Matanza-Riachuelo. Bom para passeios.

Logo atrás da Casa Rosada há um trecho náutico bem legal para um passeio. É o canal do Rio Matanza-Riachuelo, usado para navegação de pequenos barcos. Por ser próximo à zona costeira e aos armazéns às margens do Rio da Prata, o canal foi construído cruzando o curso do rio e criando um bom caminho para o escoamento de produtos e navegação de pequenas embarcações. Esta solução foi muito útil especialmente até a industrialização da cidade.

Os armazéns e fábricas deram lugar a bancos, edifícios comerciais, cafés e bistrôs. E claro, tem um calçadão para passear. O trecho se estende desde bem próximo ao porto até o sul de Buenos Aires.

Gostou do passeio? Semana que vem teremos mais para contar sobre Buenos Aires. E se você conhece a cidade, mande suas fotos. Tem uma história para contar? Conte pra gente! Vamos viajar!

A Biblioteca Nacional de Buenos Aires. E muitos bancos ao redor na Praça de Maio.

A Biblioteca Nacional de Buenos Aires. E muitos bancos ao redor na Praça de Maio.

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Dicas de Viagem:

Saiba mais sobre Buenos Aires aqui – https://pt.wikipedia.org/wiki/Buenos_Aires

Aqui você consegue algumas informações sobre Buenos Aires – http://www.buenosaires.gob.ar/

E neste link tem algumas informações turísticas – https://turismo.buenosaires.gob.ar/es

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