A Zona Cerealista de São Paulo

A Zona Cerealista de São Paulo é uma viagem no tempo através da história do comércio no mundo. Especiarias de países distantes, dialetos e línguas, alimentos exóticos de que você nunca ouviu falar. Experimente os sabores da Zona Cerealista de São Paulo aqui com a gente!

A Zona Cerealista pode ser um programa legal para o sábado, mas vá com paciência, o local pode ser bem movimentado.

A Zona Cerealista pode ser um programa legal para o sábado, mas vá com paciência, o local pode ser bem movimentado.

Viajantes da Rota da Seda, mercadores das especiarias do oriente, vendedores de Pau Brasil, figuras folclóricas de tempos distantes, todos eles estão reunidos em uma viagem no tempo e através dos sabores do mundo inteiro na Zona Cerealista de São Paulo. Um espaço para comer de tudo, descobrir perfumes, sabores, artes da culinária e até entrar na onda fitness.

A região do Brás e do Parque Dom Pedro II, mais ao Centro, sempre tiveram vocação para o comércio exótico. Na parte mais central, está a já famosa e multifacetada rua 25 de Março, com suas lojas de tecidos, utilidades domésticas, brinquedos e também alimentos de vários países. É uma região de comerciantes árabes, judeus, turcos, libaneses, mas também de orientais, como chineses e coreanos.

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E o Brás, terra dos sambistas brasileiros, como Adoniran Barbosa e os Demônios da Garoa, primeiro recebeu os imigrantes italianos, depois persas, turcos, e mais recentemente, povos andinos, como chilenos, peruanos e bolivianos. Além das pizzarias e festas de santos, como Casaluce, São Vito e San Genaro, o bairro é cheio de confecções e lojas, tanto de produtos de vestuário, como utilidades domésticas.

Mas a Zona Cerealista, que está bem próxima ao Centro Velho de São Paulo é famosa pelas enormes lojas de alimentos. Muitos deles importados, outros, vindos de todas as regiões do país e também, com fortes laços com o Mercosul.

Vinhos importados, produtos industrializados, doces, temperos. Tem de tudo na Zona Cerealista.

Vinhos importados, produtos industrializados, doces, temperos. Tem de tudo na Zona Cerealista.

Quer ver como eram os trabalhos na estiva do Brasil nos tempos do Império? Imagine que você está no século 18 ou 19 e olhe à sua volta. Estão lá, na rua Santa Rosa, os casarões antigos, as pensões de imigrantes, as várias línguas e sotaques, as artes manuais, os carregadores de pouca escolaridade e baixos salários. Muitos, trabalhando pela diária, o valor combinado pelo dia.

Pense nos portos de tempos passados e veja os casarões de proprietários de lojas, e veja os comerciantes trazendo sacas e mais sacas de cebolas roxas, brancas, caminhões cheios de caixas de alho sendo descarregados, enormes prateleiras expondo produtos de que você nunca ouviu falar e bancas com frutas, legumes e temperos para todas as cores, sabores e preferências.

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Um cais de porto ou um trem de carga chegando e sendo rapidamente descarregados por trabalhadores brutos de vários países e etnias. Talvez você não veja os navios aportando, mas verá as linhas de trem que saíam da região e se dirigiam para o interior de São Paulo, Jundiaí, Sorocaba, Minas Gerais e mais além, ou verá estações desativadas da antiga Estrada de Ferro Sorocabana, ou ainda a linha de trem que se dirigia para o Porto de Santos, cruzando a serra do mar e passando pela vila de Paranapiacaba.

A região toda é cheia de história e estórias de trabalhadores que conhecem o mundo pelo cheio dos produtos que comercializam.

Deu vontade de fazer um vinagrete?

Deu vontade de fazer um vinagrete?

São Grãos, ervas, frutas, verduras, legumes, enlatados e até algumas lojas de utilidades domésticas, com alguns itens que parecem mesmo do século 19. Há artigos na Zona Cerealista que você não vai achar em mais lugar nenhum. São produtos quase artesanais.

para quê servem.

Lojas de utilidades domésticas. A maioria das coisas aqui eu não sei para quê servem.

E como se não fosse suficiente, o Mercado Municipal de São Paulo, o famoso Mercadão, está bem ali ao lado, com suas lojas de frutas e doces, os restaurantes e padarias famosas, lanchonetes cheias de gostosuras e uma infinidade de produtos nacionais e importados.

E bem em frente ao Mercadão, está o Mercado da Cantareira, especializado em peixes e frutos do mar.

Lembra do Mercado Municipal de São Paulo? Você está do lado dele.

Lembra do Mercado Municipal de São Paulo? Você está do lado dele.

Acha que acabou? A fama da Zona Cerealista é de ter sempre produtos naturais, frescos e saudáveis, alguns até milagrosos, como o sal marinho, ervas emagrecedoras, grãos de nomes complicados. Tanto que cada vez mais aparecem lojas especializadas em fitness na região, verdadeiros armazéns de suplementos, algumas com personal trainers para atender os clientes em suas dúvidas sobre os produtos a comprar para cada dieta ou rotina de exercícios.

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Quem acompanha A Bússola Quebrada sabe que já fizemos muitos almoços e jantares em Mercados Municipais em várias cidades que visitamos. E que jeito melhor de conhecer a comida local do que visitar os entrepostos que atendiam a cidade toda? Comida também é cultura e faz parte da viagem!

Alho vende muito. Dizem que faz bem à saúde.

Alho vende muito. Dizem que faz bem à saúde.

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Dicas de Viagem:

A principal rua de comércio de produtos naturais na Zona Cerealista é a rua Santa Rosa, ao lado do Viaduto Diário Popular e paralela à rua Mercúrio. Fica bem próxima à estação Dom Pedro II do Metrô.

De semana vale o horário comercial, mas tente não chegar muito tarde. A região necessita de mais segurança.

Aos sábados, a maioria das lojas abre, mas só até 14:30h.

Aqui tem um mapa para ajudar nas suas buscas – goo.gl/FvXoxV

Não procure a Zona Cerealista na internet, siga nossas indicações. Tem uma loja espertinha que se apropriou deste nome mas é mais cara e fica no extremo oeste da cidade.

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