Viagem para o campo

A vida dura do campo e a beleza rude da natureza. Viajar é necessário para aliviar o espírito e descobrir a vida que existe além do nosso cotidiano. Vem viajar pelo campo com a gente!

Bois, vacas, búfalos.

Bois, vacas, búfalos.

A vida moderna tem seus monstros debaixo da cama. O homem moderno (a mulher moderna, a humanidade moderna) não dorme bem, não come direito, não vive como gostaria. Problemas para acordar de manhã, o cansaço que parece que não lhe sai do corpo, a respiração difícil, a falta de ver o sol, a ausência do horizonte para quem está nas grandes cidades, a falta de realização, o trabalho foi finalizado, mas não há nada construído para mostrar, apenas planilhas opacas e de uma única cor ajeitadas umas sobre as outras em cima de uma mesa cheia de pó e com odor envelhecido de cigarros e dezenas de copos de café. Foi esta a vida que você planejou para si?

Trabalhei em banco, em agências de propaganda, em institutos de pesquisa, em fábricas. Não via a luz do sol ou o horizonte. Havia prédios no caminho. Nada de mar, nada de verde, nenhuma árvore. Era essa a vida que eu sonhei para mim?

Lembra uma partitura musical.

Lembra uma partitura musical.

Mudei-me para o campo.

Com muito esforço, comprei um sítio em sociedade com dois amigos. Fotografei plantas, picadas, trilhas, animais. Aves, bois, cavalos, burros, serpentes as mais variadas. Trabalhei na terra, gastei dinheiro, enfrentei pragas, passei frio e tomei chuva, enfrentei pragas de formigas que tomaram conta da plantação. Ainda tem que cortar o mato, limpar a roça, adubar, mas despontam as primeiras plantas saudáveis. O resultado do trabalho vem. E posso ver.

Grandes e pequenas maravilhas.

Grandes e pequenas maravilhas.

No campo a planta cresce, o gado engorda, o sol brilha, a montanha-esmeralda é verde pela manhã, o orvalho é prateado, as árvores turvam em verde-escuro à tardinha, o sol brilha por mais tempo. Os bois passeiam levemente pelo pasto com suas toneladas de peso. Meu vizinho cria búfalos, eu planto palmitos. Uma cerca nos separa. E mais quilômetros de terra. Nunca disse bom dia a meu vizinho. Ele não ouviria.

A vida do homem do campo não tem stress. A planta cresce a seu ritmo, o gado engorda a seu tempo, a chuva vem na época que tem que vir, o sol brilha de acordo com o vento. Cada coisa a seu momento. A hora de plantar, a hora de colher, a hora de esperar, a hora de sorrir.

Um carro é mais confortável, mas estes vão onde os carros não chegam.

Um carro é mais confortável, mas estes vão onde os carros não chegam.

A vida no campo é rica, mas cheia de necessidades. A escola é longe, o futuro é incerto, as dificuldades são muitas, as estradas são poucas, nem sempre se tem fartura. Não há glamour em passar fome, em padecer pela seca, em sofrer a falta, em morrer na estrada porque o médico está longe demais.

Ainda ha´tropas de bois e boiadeiros.

Ainda há tropas de bois e boiadeiros.

Mas a vida no campo é real. E hoje, misturo o mal e a pressa das cidades com os cliques dos bois que pastam soltos, das tropas que atravessam estradas de barro e das cobras que serpenteiam rente a meus pés. O paraíso ainda fica longe daqui. Mas quem vive no campo pensa muito antes de se mover para as cidades.

Sim, é uma cascavel de verdade.

Sim, é uma cascavel de verdade.

No campo se acorda cedo, trabalha-se duro, dorme-se cansado, sem ter tempo de pensar no que poderia ter sido. O dia é de trabalho, e o campesino está concentrado. Há que plantar a muda, regar a semente, carpir a roça, cuidar da criação, alimentar galinha e gado.

Sob o Sol do Sertão

Entre tantas idas à minha nova cidade, algumas paradas para fotos, como a imagem em preto e branco, feita em um dia de sol forte, em que o gado se refugiava em bandos para debaixo da árvore mais frondosa. A sombra é uma bênção nos dias quentes.

Ao final da tarde, revoadas de andorinhas se empoleiram nos fios de alta tensão.

Ao final da tarde, revoadas de andorinhas se empoleiram nos fios de alta tensão.

Capturei esta imagem em preto e branco para enfatizar a rudeza da vida do campo. Que tem cores, mas que tem simplicidade, tempo, verdade, e a ofereço a todos que amam a vida do campo como uma forma de lembrar a vida dura, mas cheia de pequenas recompensas. É também para lembrar dos idos vovô e vovó, que nasceram nos sertões do Brasil, viveram também nas grandes cidades, tiveram sítio e sonharam até o fim de seus dias.

Debaixo de chuva, um observador solitário.

Debaixo de chuva, um observador solitário.

Esta imagem é para te inspirar. Quem sabe você pensa sua vida de um jeito diferente? Também serve para te acalmar. Estes animais representam força, mas também são dóceis como crianças pequenas. Grandes, fortes, e não se preocupam com nada além do pasto, da água, do abrigo para os dias de chuva, da sombra para defender do sol forte.

Quadro Sob o sol do Sertão - 45cm X 61cm.

Quadro Sob o sol do Sertão – 45cm X 61cm.

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Clique nas imagens para ampliar:

E se quiser descobrir onde esta foto foi feita, vem viajar com a gente!

 

 

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