Animais dóceis do Zoológico de Luján

O Zoológico de Luján tem se tornado famoso por permitir que os visitantes entrem na jaula de alguns animais, abraçando tigres, tocando leões e elefantes e até dando leite a filhotes de leão. Nosso Casal Viajante visitou o Zoológico de Luján e conta suas impressões.

Sorria para a foto, gatão!

Sorria para a foto, gatão!

Você já esteve em Luján com o nosso Casal Viajante vendo uma linda catedral toda enfeitada para o Natal. Agora é hora de ver algo ainda mais fofo. Tigres, leões e ursos, meu deus! Desculpe, não pude resistir a reproduzir a fala de Dorothy em O Mágico de Oz.

A cidade de Luján é vizinha a Buenos Aires, chegar ao Zoológico de Luján é bem fácil e o local tem se tornado um famoso ponto turístico para quem sempre quis chegar bem perto dos animais selvagens. O fato é que o Zoológico de Luján promete a seus visitantes uma experiência única de contato com vários animais. Algo bem próximo e muito direto. Quem sabe até ganhando um beijinho de alguma lhama.

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Tigres, Leões e Ursos

Além dos já citados animais, os grandes felinos, como os tigres, leões e leoas, quem já esteve no Zoológico de Luján conta que fez carinho em elefantes, brincou com filhotes de leão, aproximou-se bastante de animais grandes de uma imensa variedade, como camelos, dromedários, focas, leões-marinhos, além de aves e grandes roedores.

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Mas toda essa interação parece ter um preço. Importante dizer que muita gente odeia zoológicos ou reclama muito achando que são lugares cruéis e que privam os animais da liberdade. Não é bem assim. Há nos zoológicos uma função muito importante de estudo, conhecimento preservação e reprodução de animais que podem entrar em extinção ou que já sofrem processo de desaparecimento, como ocorre com certas espécies de rinocerontes, aves e até o tigre-de-bengala.

Como não amar um tigre de bengala rolando no chão?

Como não amar um tigre de bengala rolando no chão?

Quem não gosta de zoológicos defende a criação de parques para preservar as espécies, mas os predadores precisam de muita caça, podendo morrer de fome se a região oferecer um ecossistema adequado. Por outro lado, pequenos animais são presa para os maiores em locais abertos, podendo desaparecer rapidamente. Em zoológicos, as espécies que correm ou oferecem risco ficam separadas, os animais podem ser estudados para a preservação da espécie e há muitos casos de reprodução em cativeiro.

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E ainda que haja um parque nacional de proteção, que é coisa comum na África, caçadores ainda invadem estes parques, matam animais como rinocerontes e elefantes para roubar o marfim dos chifres e presas. E claro, acho que todos vão lembrar do velho leão Cecil, abatido por um dentista estadunidense dentro de um parque nacional.

Então, precisamos ser mais comedidos na hora de recriminar os zoológicos.

O caso especial do Zoológico de Luján.

E agora que ponderamos sobre zoológicos, vamos saber mais do Zoológico de Luján, que faz propaganda orgulhosa de 15 hectares de zoológico e jardins, animais bem tratados e bem alimentados, enorme variedade de espécies de todos os continentes, aves, répteis, mamíferos pequenos e grandes. Mas que está sempre presente em discussões e polêmicas.

Acontece que o Zoológico de Luján permite que os visitantes entrem em várias jaulas para tocar, brincar e alimentar, com ração ou leite, vários de seus animais, como elefantes, leões, filhotes, gorilas e focas.

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Permitir contato entre humanos e dromedários e camelos é até bem simples. São animais domesticados, servem de montaria, não costumam ser agressivos e já convivem há muito tempo com seres humanos.

Elefantes podem ter vindo de circos e podem ter sido adestrados. Aves oferecem pouco risco, mas gorilas e felinos são um risco potencial às pessoas.

E há muitos felinos no Zoológico de Luján, como tigres, leões, tigres de bengala, linces e até os gatos que fazem do local sua moradia.

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A polêmica aqui é que quem visita o Zoológico de Luján costuma ter duas reações, ou se encanta ou se horroriza. Há um boato de que a docilidade dos animais é devido ao uso de remédios e entorpecentes, por isso ficam tão calmos e não atacam pessoas.

Já os proprietários do Zoológico de Luján afirmam que esta tranquilidade se dá pelo tratamento cuidadoso com os animais, alimentação farta e exercícios regulares, especialmente à noite para deixar os bichos sonolentos durante o dia.

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Outro ponto é que os animais têm contato com seres humanos desde filhotes, o que também os deixa mais tranquilos com pessoas por perto.

Sugiro que cada um tire suas conclusões antes de criar coragem e entrar numa jaula cheia de leoas, que são famosas por suas habilidades de caça.

Você já esteve no Zoológico de Luján? Conte para nós suas conclusões.

Num lugar em que o leão é manso, a majestade fica por conta deste pavão albino.

Num lugar em que o leão é manso, a majestade fica por conta deste pavão albino.

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Dicas de Viagem:

Aqui você visita o site do Zoológico de Luján – https://www.zoolujan.com/

Serviços do Zoológico de Luján incluem guias durante a semana e aos sábados. Não há guias às segundas-feiras e domingos.

Aberto diariamente a partir de 9h da manhã.

Oferece cursos de conservação ambiental, preservação de espécies, coleções de máquinas e veículos antigos como tratores, ônibus e caminhões em seu museu, equinoterapia, que é o uso de cavalos para ajudar em tratamentos de deficiências e cursos relacionados a cuidados com animais.

 

 

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