Não Era o que eu Esperava

Uma lista de 10 lugares que descobrimos. Que achávamos que conhecíamos, que pensamos que sabíamos de tudo o que há por lá e que acabaram surpreendendo muito. Evite preconceitos. Pense que você não sabe de nada e vá viajar para descobrir. Fui viajar e descobri 10 lugares que não eram o que eu esperava. Ainda bem!

 

 

Vistas mundo a fora e pelo Brasil a dentro. E em cada lugar que estive, uma surpresa. Descobri coisas novas onde menos esperava e soube de coisas incríveis onde achei que já conhecia tudo. A gente sempre tem uma ideia na cabeça quando vai fazer uma viagem e acha que sabe o que vai encontrar. Acho que a gente sempre se surpreende. 

Nesta lista, uma rápida lembrança de 10 lugares que pensei que encontraria uma coisa e acabei encontrando outra totalmente nova e inesperada. A vida está sempre em movimento e o mundo está mudando junto com os dias que passam. Já tentou redescobrir um lugar conhecido? Veja um pouco do que aconteceu comigo.

 

Londres

A capital inglesa pode ser bem diferente da soturna Londres dos filmes de terror. As histórias de dias eternamente nublados e muita chuva. As lendas de nevoeiros cegantes e intermináveis. As histórias de fantasmas do velho mundo e a característica formalidade britânica. Londres tinha tudo para ser um desastre.

Mas claro que eu esperava bandas tocando pelas ruas, muito rock and roll, som familiar de bandas que eu amo. Claro que isso deve ter ficado em algum lugar pelo tempo. Talvez noas anos 1980. 

 

 

O que encontrei foram pessoas muito educadas e cultas, livrarias, lojas muito bonitas e bem organizadas, pessoas que fazem de tudo para não incomodar ninguém e uma sensação de liberdade e segurança difícil de achar no Brasil. 

Liverpool

Mais um lugar que não era nem parecido com a cidadezinha industrial e pesqueira, á beira do mar do norte, fria e triste. vivendo das glórias passadas de uma banda famosa.

Liverpool é moderna, com um pé nas tradições. É cheia de cultura e ama os Beatles, mas nem por isso vive apenas de recordações. Liverpool é bem moderna e cheia de atrações. E faz sol por lá!

 

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Stonehenge

Ainda no velho continente, esperava ver malucos fantasiados de feiticeiros, meninas adolescentes fantasiadas de personagens de livros de Harry Potter ou pessoas achando que são cheias de magia negra e sabedorias ancestrais e além das pedras, muto bem colocadas e com um propósito bem definido, vi pessoas comuns, sorrindo e fazendo selfies, encantadas com o tamanho e a disposição das enormes pedras trabalhadas. Dia claro, sem uivos ou sussurros, sem duendes ou fadas, mas nada que tirasse minha alegria de estar naquele lugar tão fantástico. Pelo contrário, hoje gosto ainda mais.

 

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Brasília

Todo mundo me disse que era quente, que a secura do clima faz o nariz de quem está chegando sangrar até que o pobre indivíduo se acostume com a secura. Esperava um povo atento à política e cheio de opiniões.

Descobri uma cidade-monumento, quase um grande mausoléu. E chuva. Muita chuva em minhas duas viagens. O sol que me prometeram deve ter ficado para o começo da semana, porque em minha última visita, não vi ninguém de gravata, vi pessoas apáticas e como era domingo, Brasília mais lembrava um daqueles lugares em que caiu uma bomba nuclear. Uma cidade fantasma. Vi muita coisa para pensar, e achar bonito, especialmente a amplidão do horizonte, coisa que não tenho em minha cidade. Mas não era nada do que pensei.

 

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Espírito Santo

Beleza impossível em alguns lugares, passeios sem-fim para todos os lados e uma majestade à beira-mar sem ser mais uma daquelas cidades litorâneas como as que temos aqui em São Paulo. A capital, Vitória, mistura o que há de mais nobre e rico com o que há de mais popular. Iates e navios gigantescos de carga, transatlânticos e pequenos barcos pesqueiros e canoas de madeira lado a lado em uma mistura que não pede por harmonia, mas explode em diferenças e novidades. Desnecessário dizer que amei e que estou louco para voltar às terras capixabas.

 

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Trem da Vale

A Companhia Vale do Rio Doce sempre atraiu minha atenção. Gigante, cheia de história e atuando em lugares tão distantes e cheios de cultura.

E passar o dia subindo de Vitória no Espírito Santo, até Belo Horizonte, em Minas Gerais, foi mesmo uma das viagens que fiz que mais valeram à pena. 

No trem, pessoas comuns e cidadezinha pequenas, pitorescas, paradas no tempo. Em outros casos, paisagens indescritíveis e pequenas cidades impossíveis. Como uma das últimas paradas que vimos, em que, entre os dois barrancos muito altos de uma garganta, o trem passava pelo meio de uma cidade construída em dois morros. Entre eles, apenas o estreito dos trilhos. Sim, quero muito fazer de novo! Se possível, parando em cada cidade!

 

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Curitiba

A luz mais extraordinária que vi no Brasil, as planícies infinitas, os parques e a cidade, com tanta vegetação, prédios de época, pessoas cheias de pressa e um estilo agitado e rock n’ roll que vi na capital do Paraná, e o clima, frio e ensolarado.

Antes da viagem todos me disseram que o curitibano não conversa com estranhos. Que engano. A cidade inteira parecia querer conversar conosco. Foi um lugar em que me senti em casa.

 

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Porto Alegre

Sofri junto com o gaúcho as alegrias e tristezas de Porto Alegre. O vento minuano e as chuvas que corriam fora de época em um inverno que queria fazer chover mais que verão e primavera, numa época de alagamentos e perigos, mas com novidades como descobrir tradições, história, e como é Brasil, a corrupção e desperdício de dinheiro público. 

Saímos de Porto Alegre com o coração apertado. Para nós foi como um lar, com tantas maravilhas e gente sorridente, apesar dos problemas. 

 

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Ouro Preto

Fiz três visitas a Ouro Preto. E ainda tenho dúvidas se vi a cidade inteira e tudo o que ela tem a oferecer aos visitantes.

Na primeira vez, vi uma cidade histórica, misteriosa. encantadora e cheia de cultura. Na segunda visita, um parque escondido bem à vista de todos, o Parque dos Contos, bem no centro de Ouro Preto.

E na terceira visita, toda a cultura e ciência das faculdades, das exposições de minerais, das máquinas e do observatório da universidade federal. E mais a música nas repúblicas de estudantes e a graça ancestral do Cine Villa Rica. Viajar é como viver mil vidas. Você vive a sua e descobre as vidas de outras pessoas, vivas ou já idas. 

 

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Rio de Janeiro

Quem conhece a Cidade Maravilhosa pelas novelas da TV vai se surpreender ao ver lugares incomuns e únicos ao caminhar pelo Centro do Rio de Janeiro e ver pessoalmente lugares onde livros de duzentos anos foram escritos. Vai se lembrar de personagens, vai ver cenas de cinema e ao passear por lugares como Copacabana, achando que todas as praias são iguais, vai se surpreender de novo.

O Rio de Janeiro parece um cenário pela televisão. Mas quem visita o Rio, descobre uma cidade muito maior que isso. 

Tantos lugares, tantas saudades e tantas descobertas. Não era o que eu esperava. Ainda bem. Imagina que chato ir para um lugar novo e já saber tudo o que tem lá?

Vá viajar!

 

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