Rapel no Pico do Lopo

Prepare o fôlego porque o caminho hoje é par ao alto e avante! Vamos subir o Pico do Lopo em mais uma trilha com a Hirlei Gonçalves e os aventureiros da Mix Aventuras. O caminho é lindo, e a vista é generosa.

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O Pico do Lopo.

O Pico do Lopo.

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Sempre que subimos uma montanha, uma rocha ou uma pedra qualquer, alguém sempre vem estragar o passeio e dizer alguma coisa chata do tipo “por que alguém iria subir uma montanha?

– Por que ela está lá, oras!!

Desde o começo dos tempos o ser humano é de todos, o bicho mais inquieto. Entra na água sem ser capaz de respirar, entra no mar sem ter escamas e mal sabendo o que é nadar, entra por florestas e cavernas, em territórios hostis, como desertos de areia e fogo puro ou os perigosos desertos gelado dos confins do mundo. Subimos a mais alta das montanhas, o Everest, só para ver o que havia do outro lado.

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Desde o começo de sua existência, a humanidade quer mais do que tem. Presa ao chão, invejou os pássaros e decidiu voar.

Criou o Monte Olimpo como a morada dos deuses e talvez venha daí a necessidade de subir mais alto que as montanhas. E como se o céu já não fosse desafio suficiente, foi à Lua e quer ir mais além.

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Faz frio no Lopo à noite. Vá preparado(a).

Faz frio no Lopo à noite. Vá preparado(a).

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O Pico do Lopo é só mais um destes lugares que estão além das habilidades naturais humanas, mas nunca além de sua capacidade.

Desta vez, a Hirlei tinha uma tarefa especial. Levar o pessoal de uma famosa loja de esportes para um day off no meio do mato, fazendo trilha, rapel e escalada. Evento corporativo para a Mix Aventuras.

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Um pouco de doçura no Pico do Lopo.

Um pouco de doçura no Pico do Lopo.

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O grupo de aventureiros corajosos sabia dos riscos e mesmo assim aceitaram a missão: Sair bem cedo de São Paulo, escalar o Pico do Lopo, fazer rapel, passar a noite em barracas lambendo as feridas e passando pomada e repelente e no outro dia, voltar para São Paulo.

O caminho é o mesmo que para a Pedra do Salto de Asa Delta, em Extrema, Minas Gerais. Bem divisa com São Paulo, e não muito longe de Atibaia, onde tem outra Pedra Grande que merece atenção.

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Estamos vendo uma parte de Extrema, em Minas Gerais.

Estamos vendo uma parte de Extrema, em Minas Gerais.

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Chegar ao Pico do Lopo é até bem fácil. O esforço do caminho a gente deixa para os carros. A Mix Brasil Aventuras leva a agente de van, no maior conforto e ar-condicionado, com direito a água, lanchinho, só as mordomias. E a gente vai acompanhando a paisagem lá fora.

Hora de brincar com o sol que se põe.

Hora de brincar com o sol que se põe.

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Que tiver sorte, vai passar no meio de uma nuvem e ver as gotas de água caindo por um trecho apenas, e depois sol e ar quente de novo. E quem sabe você vê alguns arco-íris por onde passar.

Ao chegar no Pico do Lopo, um pouco depois da área do salto de Asas Delta, o que o intrépido viajante verá é apenas mato e pedras pontudas. O Pico do Lopo é bem tranquilo. Sol, pássaros cantando, mato alto, muito verde. Uma sensação de calma e paz. Mas a julgar pela formação da região, a quantidade de pedras pontudas e rochas enormes lascadas, um geólogo não vai precisar de muita experiência para saber o caos que aquele pedacinho do paraíso deve ter sido há alguns milênios.

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Depois da trilha sobrou energia!

Depois da trilha sobrou energia!

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Terremotos, quem sabe vulcões extintos, a Serra do Lopo em transição e saindo de dentro da terra, crescendo pouco a pouco… Foi neste monumento da natureza que fomos fazer rapel no Pico do Lopo.

Alguém, que de preferência seja hábil e treinado, como o Cidão, o guia e leal protetor do grupo, ou sobe na frente e prende o equipamento ou já deixa cordas e pinos todos prontos e só faz a manutenção regular para evitar por completo qualquer acidente.

Cidão, nosso guia no Pico do Lopo.

Cidão, nosso guia no Pico do Lopo.

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Depois, por ordem de excitação, entusiasmo ou medo, as pessoas vão se enfileirando para se prender a cordas fortes e pesadas, ganchos e outros equipamentos e peças de escalada com nomes estranhos e então subir aos poucos até o ponto culminante da Serra do Lopo. Não é para menos que a serra tem este nome. O Pico do Lopo tem 1.700 metros de altura. Pelo menos é o que diz na placa.

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A placa ao lado do livro do cume.

A placa ao lado do livro do cume.

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A subida tem seus tropeços, quedas, e narizes que vão direto de encontro às pedras. Sim, acidentes acontecem. Ninguém se machucou muito na trilha até o Pico do Lopo, ninguém quebrou nada, mas uma garota que ia com a gente caiu de mal jeito. Ao subir a rocha, escorregou e caiu de peito. A gente sabe o mal que isso pode fazer a uma mulher. Doeu na hora mas ela ficou bem.

E teve também um colega que pisou errado por causa de tanto medo. E acabou batendo de nariz. Outro daqueles acidentes que doem, mas que não quebram nada. Coisas assim acontecem muito. Eu mesmo já tive meus acidentes pequenos. Um escorregão aqui um corte de nada. Perdi um calo da mão direita na Caverna Teminina. Escorreguei, cortei a palma da mão e a parte que eu perdi foi só a ponta do calo.

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E vamos adiante, ainda que seja contra o vento.

E vamos adiante, ainda que seja contra o vento.

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Escorregões, tropeços, manchas roxas, picadas de mosquitos e incômodos para dormir são parte do passeio. Alguns obstáculos incomodam um pouco. Mas são os temperos que ajudam a colocar um gosto na história.

Para quem tem muita credibilidade entre os amigos e prefere não ter machucados e manchas para provar que está dizendo a verdade, o uso de calçados adequados, roupas resistentes, protetor solar e repelentes de insetos serão grandes aliados. E claro, pomadas para manchas a pele também ajudam.

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Rolou um haduken com o sol.

Rolou um haduken com o sol.

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A Trilha do Lopo

A trilha pelo meio da mata acaba passando pela Represa do Jaguari. E uma das coisas mais legais de subir o Pico do Lopo é ter uma visão panorâmica da represa.

Outra vez penso na intensidade dos acontecimentos geológicos ao meu redor. Rochas que saíram da terra, buracos imensos que se abriram ao redor, pedras gigantescas vindas de profundidades abissais e depois, pacificamente, sem alarde ou ruído, gramíneas foram crescendo em sobre os líquens e musgos que começaram a aparecer nas pedras, depois plantas maiores, alguns insetos, as primeiras árvores, animais maiores. E hoje tudo ou quase tudo está coberto de exuberante vegetação.

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Anoitece no Lopo. Aos poucos o sol vai sumindo e a escuridão é completa!

Anoitece no Lopo. Aos poucos o sol vai sumindo e a escuridão é completa!

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E o Pico do Lopo está bem à nossa frente, nos desafiando com sua forma pontuda e angulosa de pedra nova.

Finalmente o Pico do Lopo

Olhar para o Pico do Lopo causa algum estranhamento, até um pouco de medo em alguns. E um medo do caramba em um coleguinha que me fez prometer não revelar o nome.

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Calma!! Eles não fizeram isso, não! Foi só uma brincadeira da Hirlei.

Calma!! Eles não fizeram isso, não! Foi só uma brincadeira da Hirlei.

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Acontece que a pedra que forma o Lopo é pontuda, angular, caída por sobre outra pedra, que caiu por cima de mais outra, e a impressão que a gente tem é que vai ser só a gente subir naquelas pedras, e elas vão balançar, escapar daquele equilíbrio e rolar lá do alto do Pico do Lopo até a represa lá em baixo. E claro, seremos todos esmagados. Mas isso é só impressão. O que acontece é que aquelas pedras estão lá há tempo suficiente para não saírem tão cedo. Nem com um horrendo terremoto.

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É aqui que muita gente se machuca. A passagem de uma pedra para outra.

É aqui que muita gente se machuca. A passagem de uma pedra para outra.

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Teve um coleguinha que não queria ir. Chorou, mas foi.

Teve um coleguinha que não queria ir. Chorou, mas foi.

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E para curtir o Pico do Lopo tem dois jeitos. No primeiro, você sobe pela mata, chega no Pico do Lopo e desce de rapel pelas laterais do Pico até chegar em segurança na outra pedra, ou chegar em um pedaço de chão firme, do outro lado.

Mas a maioria vai querer escalar o Pico e fazer a perigosa travessia de uma pedra para outra só para chegar no ponto mais alto e assinar o livro dos escaladores do Lopo.

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Essa vista já faz a viagem valer à pena.

Essa vista já faz a viagem valer à pena.

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Ou, pode fazer o caminho contrário e escalar o Pico do Lopo por pelo menos três trilhas verticais diferentes, com ou sem o uso de cordas. Como ninguém aqui é profissional, usamos cordas, subimos descemos, cansamos muito, fizemos fotos lindas, e aproveitamos a paisagem para dizer frases do tipo “já pensou se…” e sempre vem alguma pérola de sabedoria em seguida. Acho que deve faltar oxigênio no cérebro e muita gente viaja nas ideias quando está em lugares muito altos ou muito bonitos.

A gente olha em volta depois de vencer medos e abismos e vê de longe cidades como Piracaia, Bragança Paulista lá longe, Joanópolis e Extrema, bem pertinho. E claro que a gente pensa: “Olha quantos bons motivos para subir a montanha!”

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Aquela estrela no cantinho esquerdo é o planeta Vênus.

Aquela estrela no cantinho esquerdo é o planeta Vênus.

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Dicas de Viagem:

A Mix Brasil Aventuras leva você em segurança ao Pico do Lopo e traz de volta! Entre em contato:

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E se você gosta de cavernas, além de visitar a Caverna do Diabo, já estivemos em mais umas 50 outras. E subimos picos como o Itatiaia e Prateleiras.

Sim, temos muitas histórias para contar!
Tem histórias também? Conte pra gente!!

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