São Lourenço de Minas Gerais

Um reencontro entre expectativas e muito sol radiante batendo sob nossas cabeças. Assim foi nossa chegada a São Lourenço de Minas. A terra em que as águas se encontram no sul de Minas Gerais para dar alento aos viajantes de longas jornadas.  

 

 

Pode apostar que a estrada é longa. Nada que incomode, Como eu disse no post anterior, o mais divertido de uma viagem  pode muito bem ser o caminho, o trajeto. E tive mesmo muito tempo para olhar o trajeto todo. Até levei um livro para me servir de companhia, mas o caminho era tão mais atrativo, que em várias ocasiões, esqueci-me do livro para lembrar do mato, das montanhas e morros, das curvas e gados de Minas Gerais.

 

 

E por todo o tempo fui pensando nas riquezas deste estado, nas alegrias de viver sua história e sentir suas matas, suas idas e vindas. Senti-me mesmo reconfortado por ver as maravilhas que estão em toda parte e que podem ser vistas com atenção, desde que o observador se dê ao trabalho de olhar pela janela do veículo para sentir o que está ao seu redor.

 

 

Chegamos com alguma diferença de tempo a São Lourenço. Eu, chegando de São Paulo, via Resende, no Rio de Janeiro; ela direto, vinda do Rio de Janeiro, aquela maravilhosa cidade no estado do mesmo nome. Coisa de meia hora de diferença. Rodoviária vazia. A cara das cidades pequenas. Soube logo depois que São Lourenço abriga próximo de 70 mil habitantes. Uma metrópole, comparando à pacata cidade de onde estive dias antes. E minúscula, para os padrões de megalópoles como São Paulo e Rio de Janeiro. Mas que cidade linda!

 

 

E nosso passeio foi de táxi até a casa que alugamos via Air BNB. Super prático. Uma fofura essa coisa de uma pessoa abrir a casa pra gente, dizer onde está tudo, pedir a ajuda de alguém para indicar a casa e a as dependências, e em seguida deixar um bilhete explicando detalhes. A gente já conhecia a casa só de ler as indicações da dona. Um amor de estadia e de anfitriã. É nessas horas que dá um calor gostoso no peito da gente e acreditamos que nossa humanidade pode sim dar certo. Há bons exemplos para isso.

Chegamos meio tarde na sexta-feira. É comer e dormir. E nossa noite foi de passar no mercadinho, comprar umas coisas fáceis de preparar, fazer um sanduíche e dormir, felizes e descansados para acordar bem no dia seguinte e curtir a cidade.

 

A Basílica de São Lourenço Mártir

 

 

Nossa primeira parada foi a Basílica de São Lourenço Mártir. Há pouco a dizer sobre ela, no sentido mais histórico. Não pesquisamos muito, mas sabemos que há uma igreja matriz, e que, apesar de não sermos católicos, foi bem legal chegar a São Lourenço depois do Natal e ainda ter tempo de ver os dois presépios na igreja. Um do lado de fora, outro dentro da igreja. E soubemos também que a Basílica de São Lourenço Mártir é uma igreja-escola, com seu convento e claustro, para o aprendizado dos que resolvem seguir a fé.

 

 

A gente não acredita, mas o cristianismo tem umas esculturas e igrejas bem bonitas.

 

 

 

No caminho de casa para o Centro, a gente passa sempre pela igreja. E dependendo de qual rua a gente pega, podemos ver esta linda escola municipal no caminho. Imagina que legal estudar em uma escola assim! Os alunos nas grandes cidades adoram dizer que estudaram nesta ou naquela escola famosa, mas bitches, please! – imagina estudar em uma escola style igual a esta:

 

 

O Santuário

 

 

Vitrais, torres, presépios, coretos, salas infinitas e um capricho barroco que a gente só vê em Minas Gerais, e com um pouco e sorte, em Salvador – mas só se procurar bem – e a arte que acompanha esta maneira bem nacional de descrever o eterno, o belo. Ok, não foi invenção nossa, mas qual outro país no mundo caprichou tanto em desenhar e entalhar anjos, arautos, arte, pessoas, personagens e mitos senão o Brasil, com seu barroco clássico?

 

 

A gente já esteve em várias igrejas e mosteiros, mas São Lourenço Mártir é a mais barroca dentro de uma cidade. Mais ainda: Fica bem no centro.

E fomos ver o interior da nave. Este é o nome que se dá ao interior de uma igreja, com seus lindo e coloridos vitrais, enormes presépios e a decoração cheia de madeira, anjinhos e muito branco, para dar mais vida ao colorido que vai nos detalhes. Tudo muito primoroso.

 

 

Aliás, uma coisa que me chamou a atenção foi ver este vitral de São Jorge matando o dragão.

É a primeira vez que vejo o quadro virado da esquerda para a direita.

 

 

Eu sei que pode parecer uma bobagem para a maioria das pessoas, mas a representação do cavaleiro montado em seu cavalo, vencendo o dragão é sempre feita da direita para a esquerda, e exatamente igual à representação do Príncipe Belerofonte vencendo a Manticora, no mítico conto grego sobre o monstro que vivia em uma floresta. Um dos muitos mitos apropriados de várias nações, que acabaram por formar as estórias da Igreja Católica.

A Basílica de São Lourenço Mártir ainda recebe visitantes para vários eventos, não apenas religiosos, mas turistas que buscam cura nas diferentes águas minerais que fluem em abundância do subsolo da cidade de São Lourenço. Há algo nessa cidade que chama muito a atenção, algo místico, nobre, com efeitos curativos. 

 

 

Vamos falar das águas de São Lourenço em breve, mas o que vimos, muito, foi uma infinidade de enormes hotéis, chalés, pequenos hotéis, hostels, hotéis de luxo, especialmente no centro, e acomodações para os turistas. Parece que o que não falta é lugar para ficar em São Lourenço.

Fizemos uma pesquisa antes de nossa visita. Depois, fizemos alguns passeios, para ver  e conhecer bem o que há na cidade. E realmente, encontramos mais do que a gente imaginava.

 

 

Aliás, uma coisa bem legal de ir para um lugar novo é pesquisar só um pouquinho. O suficiente para se encontrar no destino para onde se vai, porque o bom mesmo é descobrir o máximo possível da cidade, ou localidade, no lugar onde se está. 

O que não faltou em São Lourenço foram as atrações. Vimos telefones públicos com arte em armação, bem artesanal, parecendo com bichos silvestres da região, como araras, capivaras, onças e jacarés. Vimos também as charretes, para o passeio pela cidade, especialmente pelo Parque das Águas e pelo Centro Histórico de São Lourenço. Mas isso é assunto para outro post.

 

 

Desta vez, vimos até uma esfinge de pedra, com asas. Típica representação egípcia, que mostra a sabedoria do rei, ou faraó, por causa da cabeça de homem, a ferocidade do leão, visível no corpo e nas garras, e a rapidez do castigo e punição, aparecendo nas asas da esfinge. Pena a estátua estar tão maltratada e sem manutenção.

 

 

E devo de novo agradecer à Karina, que escolheu tão bem o local. Uma linda cidade. 

A gente vai ter mais posts sobre São Lourenço nos próximos sábados. Afinal, fim de semana é dia de turismo, mas o bom mesmo é poder visitar a cidade de São Lourenço e poder viajar de balão, que sai logo de manhã, e eu não quis acordar direito para fotografar. Vai demorar para voltar. Mas as memórias, só o Alzheimer apaga!

Pode comprar as passagens e ir para São Lourenço, porque vamos falar muito nesta cidade ainda!

 

 

E se você já fez as malas, espere para conhecer as atrações turísticas de São Lourenço visitando o Centro de Informações ao Turista, bem em frente ao Parque das Águas de São Lourenço.

 

 

 

 

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